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Tuesday, 6 January 2015

TTIP, tirem as mãos da comida!

por Esther Vivas, publico.es, 31-12-2014
Traduzido por Carlos Santos para esquerda.net
Uma ameaça paira sobre as políticas agroalimentares na Europa. Trata-se do Tratado de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia, mais conhecido como TTIP, a sua sigla em inglês, a longa sombra do agronegócio que se estende do campo ao prato. Como vampiros em busca de sangue, as multinacionais do setor esperam lucrar, e muito, com estas novas medidas de liberalização comercial.
Mas o que é o TTIP? Trata-se de um tratado negociado em segredo durante meses, escondido do público, pendente de aprovação pelo Parlamento Europeu, com uma campanha de marketing em marcha, e que tem como objetivo final igualar em baixa as legislações de ambos os lados do Atlântico em benefício único das grandes empresas. As suas consequências: mais desemprego, mais privatizações, menos direitos sociais e ambientais. Em resumo, servir numa bandeja os nossos direitos ao capital.
E, em matéria agrícola e alimentar? As empresas do setor, desde as companhias de sementes passando pela indústria biotecnológica, de bebidas, pecuária, alimentar, de rações… são as que mais têm pressionado a seu favor, à frente inclusive do lóbi farmacêutico, automobilístico e financeiro. Está muito em jogo para multinacionais como Nestlé, Monsanto, Kraft Foods, Coca Cola, Unilever, Bacardi-Martine, Cargill, entre outras. Dos 560 encontros consultivos da Comissão Europeia para a aprovação deste Tratado, 92% realizaram-se com grupos empresariais, 26% com instituições de interesse público. Como indica um relatório do Corporate European Observatory: “Por cada reunião com um sindicato ou um grupo de consumidores, houve 20 com empresas e federações industriais”.
Se o Tratado de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia for aprovado, que impacto terá na nossa mesa?
 

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