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Thursday, 12 February 2015

Amanhã [hoje] Grécia Decide: Europa... ou Rússia

por  Tyler Durden, Zero Hedge, 10/2/2015

Traduzido pelo Coletivo de tradutores Vila Vudu
Havia muita confusão hoje, mais cedo, sobre o destino imediato da Grécia, quando circulou pela manhã, bem cedo, primeira hora, notícia de Bloomberg, o boato de que a Comissão Europeia daria a Grécia mais seis meses de prazo; horas depois, outros boatos surgiram, quando o ministro das Finanças da Alemanha detonou o primeiro boato, dizendo que “estava errado” e que, sem um programa grego, estava “tudo acabado”.
Significa que a única notícia relevantes do noticiário noturno, depois de filtrados todos os incontáveis balões-de-ensaio e conversa fiada de ‘especialistas’ palpiteiros com que a Europa se autoesconde antes dessa importante reunião econômica foi o ministro da Defesa da Grécia que disse, como a Reuters noticiou, que a Grécia agora tem um Plano B, para o caso de a Europa recusar-se a ceder – o mesmo “plano” de que já
falamos no mês passado:
O ministro da Defesa grego Panos Kammenos disse que se a Grécia não obtiver um novo acordo para sua dívida com a zona do euro, sempre poderá procurar ajuda noutro lugar.
“Queremos um acordo. Mas se não houver acordo – esperemos que haja, temos esperança de que haverá – e se virmos que a Alemanha permanece rígida e decidida a dividir a Europa, nesse caso seremos obrigados a partir para o Plano B. O plano B é obter fundos de outra fonte” – disse Kammenos à TV grega, em programa mostrado na 3ª-feira pela manhã. “Pode ser os EUA, pode ser a Rússia, pode ser a China ou outros países” – disse ele.
Em outras palavras, é clara ameaça de que, se a Europa não precisa da Grécia (como EuroStoxx50 e S&P500 apressam-se a confirmar), nesse caso a Grécia tampouco precisa da Europa pela mesma única razão pela qual precisou no passado, ao longo dos seis últimos anos: para emprestar dinheiro.
Não apenas isso, mas a Grécia também declararia o ‘calote’ da dívida em mãos do Banco Central Europeu, e lança o contágio que 
UBS descreveu já há algum tempo,  restando, como única questão, o tempo que demorará para a crise espalhar-se por tudo que restar da “União” Europeia e da Eurozona.
Observadores ocidentais com certeza não gostaram dos comentários gregos. Como noticiou a revista
Newsweek, o Dr Jonathan Eyal do RUSI, think-tank de defesa e segurança Royal United Services Institute (RUSI), chamou a declaração de Kammenos de “inadmissível ameaça vinda de estado membro da OTAN.”

Disse ele à Newsweek: “É mais uma evidência de que os gregos jamais ofereceram à Europa a solidariedade que a Europa ofereceu à Grécia.”

“É bem óbvio que os russos têm uma oportunidade para manter-se como país que pode impedir um consenso necessário para que aumentem as sanções sobre a Rússia. É realmente muito grave. As repercussões disso podem ser muito sérias, dependendo do que a Grécia faça em troca.”

Levaria a um quadro impensável: e se a Grécia pivoteia-se para a Rússia... e permite assim que Putin construa bases russas em solo da OTAN?!
Eyal não parecia muito impressionado: “É possível, embora seja forçar a hipótese. Se aparecerem bases russas em território da OTAN certamente haveria graves preocupações.” Seria também, do ponto de vista de Putin, exatamente o que se chama “vitória”. Ah, sim! A possibilidade está sendo absolutamente ignorada em toda a imprensa-empresa ocidental exatamente porque parece “hipótese forçada”, sim, com certeza.
Reunimos aqui tudo isso porque, como todos já sabem, amanhã à noite é a reunião de emergência do Eurogrupo quando, dentre outras coisas, a Grécia pedirá um empréstimo ponte para cobrir suas necessidades de dinheiro até agosto, algo que a Alemanha já disse que seria impossível e não é negociável, embora ainda tenha esperança de que surja alguma espécie de conciliação.
Além do mais, embora haja outras reuniões marcadas para o futuro imediato, é preciso não esquecer que está correndo o prazo de dez dias que a Europa demarcou para aprovar algum programa de resgate; o prazo se esgota exatamente antes da próxima reunião; depois disso, não haverá novas apostas. Assim sendo, para o bem ou para o mal, e para todas as finalidades possíveis, amanhã [hoje] é o prazo para que a Grécia obtenha uma muito necessária luz sobre o que acontecerá a seguir: ou a Europa está pronta para ceder ou, se não ceder, a Grécia passará a considerar o Plano B.
E por mais que muitos conheçam tudo o que acima se lê, o aspecto do Plano B não tem recebido muita atenção. Esse é o ponto no qual, como noticiou ontem o jornal Kathimerini, as coisas estão ficando realmente sérias, a ponto de já se ter de começar a pensar no “impensável”.
Como se lia no jornal grego Ekathimerini, “o ministro de Relações Exteriores da Grécia Nikolaos Kotzias deve visitar Moscou na 4ª-feira para conversações com seu contraparte russo ministro Sergei Lavrov – informaram na 2ª-feira a Interfax da Rússia e a agência TASS de notícias, citando fonte no ministério russo de Relações Exteriores.”
Em outras palavras: exatamente ao mesmo tempo em que o ministro das Finanças da Grécia está em Bruxelas discutindo o destino da Grécia na Eurozona – ou a falta dele –, o novo ministro de Relações Exteriores da Grécia estará no Kremlin, recebendo atualizações ao vivo de Bruxelas e, talvez, discutindo um novo destino para a Grécia na União Econômica Eurasiana.
O que significa que, no máximo amanhã [hoje] à noite, se a Eurozona realmente quer expulsar a Grécia como alguns sugeriram, seremos informados de que não a Rússia, mas a Europa, tornou-se repentinamente mais “isolada”, quando um dos seus estados-membros muda de lado e pivoteia-se para o lado do homem que o mundo “desenvolvido” mais odeia.
Dito na forma mais simples possível, amanhã [hoje], a Grécia decidirá: Europa ou Rússia.

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