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Thursday, 12 February 2015

Grécia não pode excluir confronto no contato com a UE

por Reuters, 10/2/2015
Traduzido pelo Coletivo de tradutores Vila Vudu
A Grécia não está procurando conflito ou confronto com os parceiros europeus, mas não pode exclui-los – disse o ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, na véspera de uma reunião crucial dos ministros de Finanças da eurozona, para discutir o futuro do país.
Em tom firme, falando ao Parlamento, antes da votação do voto de confiança ao novo governo, na 3ª-feira, Yanis Varoufakis falou com entusiasmo do início do período pós-resgate para a Grécia, e preparou o terreno para um possível confronto entre Atenas e seus credores.
“Quem não considere a possibilidade de confronto ou conflito, não está negociando” – disse Varoufakis, para aplausos dos deputados gregos.
“Não estamos procurando o confronto. Mas quem exclua qualquer possibilidade de confronto não negocia.”

O ministro de Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis (esq.) cumprimenta o primeiro-ministro Alexis Tsipras, antes da votação que garantiu o voto de confiança ao novo governo grego, em Atenas, na 3ª-feira.
O governo grego de esquerda diz que não tem intenção de pedir à União Europeia e ao FMI qualquer extensão do restage de 240 bilhões de euros – que expira dia 28/2/2015, e quer reverter o que chamou de “cruel austeridade”.
Varoufakis propôs uma transição de seis meses, durante os quais os gregos querem poder emitir mais bônus de curto-prazo do Tesouro grego; administrar um superávit primário menor no orçamento; e receber juros sobre os bônus gregos em poder do Banco Central Europeu.
Varoufakis disse que acredita que se chegará a algum acordo com os parceiros da Grécia, mas reiterou que o governo não aceitará parte alguma do ‘resgate’ que aumentou a dívida do país. Disse que 30% do programa de ‘ajuda’ é “tóxico” e que a Grécia planeja rejeitá-lo.
“Que percentagem do resgate a Grécia aceita?” – perguntou o ministro grego. – “Zero. Zero por cento. Não aceitaremos nenhuma, nem uma, que seja, condição, que aprofunde o sofrimento e a crise, que aumente a porcentagem da dívida.”
Os credores da eurozona liderados pela Alemanha, principal pagador do bloco, querem ver antes um firme comprometimento com um programa de reforma econômica que incorpore as políticas já aceitas antes pelo governo dos conservadores, alijado do poder nas recentes eleições gregas.
Hoje, 3ª-feira, mais cedo, o ministro das Finanças da Alemanha Wolfgang Schaeuble disse que esperava ouvir algo que aproximasse a Grécia e o Eurogroup, e que se a Grécia não quer novo programa de ajuda, “então, que seja”.

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