Le site Tlaxcala est de nouveau en ligne !
The Tlaxcala site is online once again!
La página web de Tlaxcala está de nuevo en línea!
Die Website von Tlaxcala ist wieder online!
http://www.tlaxcala-int.org

Friday, 13 February 2015

Um novo movimento surge nos Estados Unidos. Para onde se dirige?

por John Catalinotto, 30/12/2014
Tradução de José Paulo Gascão
John Catalinotto é chefe de redacção do jornal operário Worker´s World, Nova Iorque
Este novo movimento desperta no momento em que o fracasso do capitalismo na resolução das grandes crises que vive a humanidade caiu, na prática, sobre a cabeça dos jovens. Estão agora mais cépticos quanto ao papel do imperialismo norte-americano do que em qualquer outro momento desde o desaparecimento do campo socialista em 1989-1991.Com o fim de 2014 surge nos EUA um novo movimento político. Este movimento está apenas a começar. É muito cedo para prever a que velocidade se vai desenvolver ou o que vai fazer a classe dirigente para o tentar parar. Mas este movimento já despertou uma nova geração para a luta. E fê-lo numa base solidária mais forte que o movimento Ocupar Wall Street em 2011. Este novo movimento surgiu nos EUA durante o último Verão, como resposta aos assassínios racistas de afro-americanos executados pela polícia. Em 13 de Dezembro, centenas de pessoas, sobretudo jovens, brancos, negros e mulatos saíram às ruas de 200 cidades de todo o país, paralisando a circulação e fazendo «die-in» [N.do T.: atirando-se ao chão, simulando estarem mortos] para dizerem não à impunidade policial. A generalidade das massas que se manifestavam seguia os líderes das organizações e de indivíduos afro-americanos que marcavam o tom destas manifestações.
Este novo movimento desenvolve-se no mesmo ambiente em que decorre a política mundial desde 2008: uma crise sistémica do capitalismo que vai muito além do ciclo «normal» do capitalismo de expansão e de recessão, para uma estagnação permanente. Apesar de uma recuperação dos negócios nos EUA, a crise entrou numa outra fase na Europa e nos países BRICS. Uma recessão permanente para todos os trabalhadores, acompanhada de uma crise ambiental que põe em perigo a existência de seres vivos na Terra. Além dos medos existenciais, uma agressividade crescente dos países imperialistas dirigidos por Washington, faz pairar o espectro de novas e desastrosas guerras.
A NATO devia retirar-se proximamente do Afeganistão. Agora o Pentágono prepara o envio de mais 1.000 novos soldados. Obama ordenou o regresso ao Iraque de 3.200 soldados e recrudesceu os bombardeamentos ao Iraque e à Síria, a pretexto de atacar o Estado Islâmico. Drones made in EUA levantam voo para despejar mísseis sobre o Paquistão, o Iémen e outras regiões de África. Ainda mais perigoso: a provocação ocidental à Rússia na Ucrânia, onde Washington organizou um golpe de Estado apoiando-se em elementos pró-fascistas e anti-russos. Apesar do anúncio de Obama do restabelecimento das relações diplomáticas com Cuba, Washington prossegue o seu incitamento à subversão na Venezuela e outros países da ALBA. Durante todo este tempo, o Senado dos EUA denunciava as torturas da CIA, mas abstinha-se de castigar os criminosos, desde a cúpula da Administração de George W. Bush aos sádicos de Guantánamo.
Sublinhamos estes aspectos sobretudo para mostrar que este novo movimento desperta, no momento em que o fracasso do capitalismo na resolução das grandes crises que vive a humanidade, na prática, caiu sobre a cabeça dos jovens. Estão agora mais cépticos quanto ao papel do imperialismo norte-americano que em qualquer outro momento, desde o desaparecimento do campo socialista em 1989-1991.
Leia mais

No comments: