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2-M | 5º aniversario de la movilización en Madrid por los presos políticos saharauis: cinco años sin respuestas

El próximo lunes 2 de marzo se cumplen cinco años de concentraciones semanales ante el Ministerio de Asuntos Exteriores, en la Plaza de la Provincia (Madrid), para denunciar la situación de los presos políticos saharauis encarcelados en Marruecos y exigir al Gobierno español que asuma su responsabilidad política y jurídica ante esta vulneración continuada de derechos fundamentales.

06/10/2025

RICARDO MOHREZ MUVDI
Quando a causa palestina se torna conveniência

Ricardo Mohrez Muvdi, 6/10/ 2025
Traduzido por Tlaxcala

Ricardo Mohrez Muvdi é palestino, nascido em Beit-Jala, Palestina (1952). Refugiado na Colômbia, é administrador de empresas e presidente da União Palestina da América Latina (UPAL), criada em 2019 em San Salvador, El Salvador. Também é presidente da Fundação Cultural Colombo-Palestina.

Muitos descendentes palestinos, filhos e netos daqueles que foram expulsos de sua terra natal pela ocupação, costumam se declarar defensores da causa palestina. No entanto, essa lealdade muitas vezes se desfaz quando a causa entra em conflito com seus interesses pessoais, econômicos ou políticos. Nesse momento, a memória histórica se torna um enfeite usado quando convém, mas guardado na gaveta quando incomoda.


A diferença em relação ao sionismo é abissal. O sionista, independentemente do custo humano ou da verdade histórica, jamais hesita em apoiar o Estado genocida de Israel. Faz isso com cegueira ideológica, disciplina e uma coerência que beira a cumplicidade. Enquanto isso, alguns descendentes palestinos preferem se calar, se acomodar ou até justificar o opressor quando sentem ameaçadas suas posições de privilégio.

A causa palestina não é um slogan para redes sociais nem um símbolo cultural vazio exibido com uma keffiyeh em uma foto condescendente. A causa é resistência, dignidade, justiça e memória de um povo que continua sendo massacrado, despojado e silenciado. Não admite duplos discursos nem silêncios covardes.

O sionismo entendeu que sua força reside na unidade sem fissuras, ainda que seja uma unidade em torno do crime. A Palestina, por sua vez, precisa que seus filhos e netos estejam à altura do sacrifício de seus pais e avós. Não se trata de viver na nostalgia, mas de manter a coerência: estar com a Palestina sempre, mesmo que isso implique desconforto, perda de contratos, amizades ou favores políticos.

A verdadeira lealdade não se mede quando apoiar a Palestina é fácil, mas quando isso tem um custo. Essa é a diferença entre os que transformam a causa em bandeira de vida e os que a reduzem a um acessório passageiro.

Porque a Palestina não é uma moda nem uma lembrança: é uma ferida aberta que nos reclama dignidade e ação permanente.



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