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22/06/2026

A 250.000 votos de distância: Abelardo vence Iván Cepeda na Colômbia

O resultado caiu como um golpe de malho: o candidato reacionário Abelardo de la Espriella derrotou no domingo o candidato de esquerda Iván Cepeda com menos de 1% de diferença (12.959.542 votos contra 12.708.712). Abaixo, uma primeira análise dos resultados. –FG, Tlaxcala

O panorama eleitoral: duas Colômbias frente a frente



Os bastiões conservadores do centro e dos Andes

Abelardo de la Espriella construiu a sua vitória sobre uma base territorial claramente identificada: os departamentos do centro do país, as regiões andinas e parte das planícies orientais. Antioquia constitui o coração do seu eleitorado com 2,18 milhões de votos (64,42%), mais de um milhão de vantagem sobre o seu adversário. O domínio ali é esmagador, tal como em Norte de Santander (76,56%) e Santander (64,58%).

O candidato vence também em todo o Eixo Cafeeiro (Caldas, Quindío, Risaralda), em Tolima, Huila, Boyacá e Cundinamarca. Estes departamentos, que concentram uma parte importante da população e do PIB nacional, forneceram as margens necessárias para a sua vitória na apuração nacional. Cundinamarca e Antioquia figuram entre os departamentos mais populosos, o que explica em parte a vitória final de De la Espriella apesar da sua derrota num maior número de departamentos.

Os bastiões progressistas: Caraíbas, Pacífico e Sul

Iván Cepeda, por seu lado, vence 19 departamentos (incluindo Bogotá) contra 13 para o seu adversário, mas frequentemente com populações menos densas. Os seus bastiões mais sólidos situam-se nas regiões periféricas:

  • O Pacífico colombiano: Chocó (81,37%), Cauca (75,64%), Nariño (76,72%), Valle del Cauca (60,82%).
  • O Sul amazónico: Putumayo (78,52%), Vaupés (80,86%), Amazonas (61,89%).
  • A região das Caraíbas: Bolívar (59,51%), Córdoba (58,28%), Atlántico (58,61%), La Guajira (60,45%), Sucre (59,19%), Magdalena (57,02%).
  • Bogotá D.C.: a capital, com os seus 2,23 milhões de votos (52,47%), constitui um importante bastião urbano para Cepeda.

O Valle del Cauca oferece um caso particularmente ilustrativo: Cepeda obtém ali 1,4 milhão de votos, ou seja, uma vantagem de 534.083 sufrágios sobre De la Espriella, confirmando que este departamento é um dos principais bastiões da esquerda na Colômbia.

O resultado eleitoral em estilo Botero

Análise sociológica das clivagens

Uma clivagem centro-periferia

O mapa eleitoral desenha uma clivagem geográfica maior entre:

  1. Os departamentos centrais e andinos: economicamente mais desenvolvidos, abrigando as elites tradicionais e os centros industriais (Medellín, Bucaramanga), votaram no candidato conservador.
  2. As periferias: regiões costeiras (Caraíbas, Pacífico) e zonas fronteiriças, historicamente marginalizadas, apoiaram massivamente o candidato da mudança.

Esta oposição não é nova na Colômbia: remete para a distinção histórica entre as regiões andinas "conservadoras" e as regiões costeiras "liberais", que o sistema político contemporâneo reativou.

A dimensão étnica e racializada

Os departamentos com elevada população afro-colombiana e indígena pronunciaram-se maioritariamente por Iván Cepeda. Isto é particularmente evidente em Chocó (81,37%), Cauca (75,64%) e Nariño (76,72%), regiões onde as comunidades negras e indígenas estão historicamente mobilizadas em torno de questões de justiça social e reconhecimento. A presença de Aida Quilcué, figura indígena, como companheira de chapa de Cepeda, sem dúvida reforçou este apoio.

Um voto urbano dividido

O voto das grandes cidades é mais contrastado do que parece. Bogotá apoia Cepeda, mas com uma margem relativamente modesta (52,47%). O Valle del Cauca vota em Cepeda, mas Medellín, a segunda cidade do país, é um bastião de De la Espriella. Os resultados confirmam uma fratura urbana, onde as grandes metrópoles das regiões andinas pendem para a direita enquanto as das periferias (Cali, Barranquilla, Cartagena) pendem para a esquerda.

Margens apertadas em departamentos-chave

Alguns departamentos foram muito disputados, refletindo uma sociedade colombiana profundamente dividida:

  • Caquetá: Cepeda vence por estreita margem com 48,97% contra 48,7%.
  • Guaviare: De la Espriella vence com 52,78%.
  • Vichada: Cepeda impõe-se com 54,43%.

Estes resultados testemunham a ausência de um bastião ideológico homogéneo nas zonas de colonização recente e nas regiões fronteiriças.

O voto no estrangeiro

Um ponto notável: De la Espriella vence amplamente entre os colombianos no estrangeiro (63,76%), com 382.000 votos contra 208.000 para Cepeda. Este voto da diáspora, frequentemente composta por classes médias e superiores expatriadas, contribuiu de forma significativa para a sua vitória.

Conclusão: uma Colômbia geograficamente fraturada

A segunda volta de 2026 confirma a geografia eleitoral da Colômbia como um espaço de tensões entre duas visões do país. O candidato conservador, De la Espriella, soube capitalizar os bastiões tradicionais do centro e dos Andes, enquanto Cepeda reuniu um arquipélago de periferias: Pacífico, Caraíbas, Amazónia e a capital.

Esta configuração recorda que a clivagem política colombiana continua fortemente territorializada, com cada região a exprimir expectativas sociais, económicas e identitárias distintas. A vitória apertada de De la Espriella (menos de 250.000 votos de diferença) significa que terá de governar um país cuja ampla metade geográfica não lhe concedeu a sua confiança.

 

Mit 250.000 Stimmen Unterschied: Abelardo besiegt Iván Cepeda in Kolumbien

Das Ergebnis fiel wie ein Hammerschlag: Der reaktionäre Kandidat Abelardo de la Espriella besiegte am Sonntag den linken Kandidaten Iván Cepeda mit weniger als 1 % Unterschied (12.959.542 Stimmen gegenüber 12.708.712). Nachfolgend eine erste Analyse der Ergebnisse. –FG, Tlaxcala

Die Wahllandschaft: Zwei Kolumbien stehen sich gegenüber

Die konservativen Hochburgen des Zentrums und der Anden

Abelardo de la Espriella baute seinen Sieg auf einer klar identifizierten territorialen Basis auf: den Departamentos des Landesinneren, den Andenregionen und einem Teil der östlichen Ebenen. Antioquia bildet das Herz seiner Wählerschaft mit 2,18 Millionen Stimmen (64,42 %), also mehr als einer Million Stimmen Vorsprung auf seinen Gegner. Die Dominanz dort ist erdrutschartig, ebenso wie in Norte de Santander (76,56 %) und Santander (64,58 %).

Der Kandidat gewinnt auch in der gesamten Kaffeeachse (Caldas, Quindío, Risaralda), in Tolima, Huila, Boyacá und Cundinamarca. Diese Departamentos, die einen bedeutenden Teil der Bevölkerung und des nationalen BIP konzentrieren, lieferten die notwendigen Margen für seinen Sieg bei der landesweiten Auszählung. Cundinamarca und Antioquia gehören zu den bevölkerungsreichsten Departamentos, was den endgültigen Sieg von De la Espriella trotz seiner Niederlage in einer größeren Anzahl von Departamentos teilweise erklärt.

Die progressiven Hochburgen: Karibik, Pazifik und Süden

Iván Cepeda wiederum gewinnt 19 Departamentos (einschließlich Bogotá) gegenüber 13 für seinen Gegner, jedoch oft mit geringerer Bevölkerungsdichte. Seine stärksten Bastionen befinden sich in den peripheren Regionen:

  • Der kolumbianische Pazifik: Chocó (81,37 %), Cauca (75,64 %), Nariño (76,72 %), Valle del Cauca (60,82 %).
  • Der amazonische Süden: Putumayo (78,52 %), Vaupés (80,86 %), Amazonas (61,89 %).
  • Die Karibikregion: Bolívar (59,51 %), Córdoba (58,28 %), Atlántico (58,61 %), La Guajira (60,45 %), Sucre (59,19 %), Magdalena (57,02 %).
  • Bogotá D.C.: die Hauptstadt mit ihren 2,23 Millionen Stimmen (52,47 %) stellt eine bedeutende urbane Hochburg für Cepeda dar.

Das Valle del Cauca bietet einen besonders anschaulichen Fall: Cepeda erhält dort 1,4 Millionen Stimmen, also einen Vorsprung von 534.083 Stimmen gegenüber De la Espriella, was bestätigt, dass dieses Departamento eine der wichtigsten Hochburgen der Linken in Kolumbien ist.

Das Wahlergebnis im Botero-Stil

Soziologische Analyse der Spaltungen

Eine Zentrum-Peripherie-Spaltung

Die Wahlkarte zeichnet eine große geografische Spaltung zwischen:

  1. Den zentralen und andinen Departamentos: wirtschaftlich weiter entwickelt, Heimat traditioneller Eliten und Industriezentren (Medellín, Bucaramanga), sie stimmten für den konservativen Kandidaten.
  2. Den Peripherien: Küstenregionen (Karibik, Pazifik) und Grenzgebiete, historisch marginalisiert, unterstützten massiv den Kandidaten des Wandels.

Dieser Gegensatz ist nicht neu in Kolumbien: Er verweist auf die historische Unterscheidung zwischen "konservativen" Andenregionen und "liberalen" Küstenregionen, die das zeitgenössische politische System wiederbelebt hat.

Die ethnische und rassifizierte Dimension

Die Departamentos mit einem hohen Anteil an afro-kolumbianischer und indigener Bevölkerung sprachen sich mit großer Mehrheit für Iván Cepeda aus. Dies zeigt sich besonders deutlich in Chocó (81,37 %), Cauca (75,64 %) und Nariño (76,72 %), Regionen, in denen die schwarzen und indigenen Gemeinschaften historisch für soziale Gerechtigkeit und Anerkennung mobilisiert sind. Die Präsenz von Aida Quilcué, einer indigenen Persönlichkeit, als Cepedas Vizepräsidentschaftskandidatin hat diese Unterstützung zweifellos verstärkt.

Eine geteilte städtische Abstimmung

Die Abstimmung in den Großstädten ist gemischter, als es scheint. Bogotá unterstützt Cepeda, jedoch mit einem relativ bescheidenen Vorsprung (52,47 %). Das Valle del Cauca stimmt für Cepeda, aber Medellín, die zweitgrößte Stadt des Landes, ist eine Hochburg von De la Espriella. Die Ergebnisse bestätigen eine urbane Fraktur, bei der die großen Metropolen der Andenregionen nach rechts tendieren, während die der Peripherien (Cali, Barranquilla, Cartagena) nach links tendieren.

Knappe Margen in entscheidenden Departamentos

Einige Departamentos waren stark umkämpft, was eine tief gespaltene kolumbianische Gesellschaft widerspiegelt:

  • Caquetá: Cepeda gewinnt knapp mit 48,97 % gegenüber 48,7 %.
  • Guaviare: De la Espriella gewinnt mit 52,78 %.
  • Vichada: Cepeda setzt sich mit 54,43 % durch.

Diese Ergebnisse belegen das Fehlen einer homogenen ideologischen Hochburg in den Gebieten der jüngeren Besiedlung und den Grenzregionen.

Die Auslandsstimme

Ein bemerkenswerter Punkt: De la Espriella gewinnt mit großem Abstand unter den Kolumbianern im Ausland (63,76 %) mit 382.000 Stimmen gegenüber 208.000 für Cepeda. Diese Stimme der Diaspora, die oft aus expatriierten Mittel- und Oberschichten besteht, trug wesentlich zu seinem Sieg bei.

Fazit: Ein geografisch zerrüttetes Kolumbien

Die Stichwahl 2026 bestätigt die Wahlgeografie Kolumbiens als einen Raum von Spannungen zwischen zwei Visionen des Landes. Der konservative Kandidat De la Espriella wusste die traditionellen Hochburgen des Zentrums und der Anden für sich zu nutzen, während Cepeda ein Archipel von Peripherien versammelte: Pazifik, Karibik, Amazonas und die Hauptstadt.

Diese Konfiguration erinnert daran, dass die kolumbianische politische Spaltung nach wie vor stark territorialisiert ist, wobei jede Region unterschiedliche soziale, wirtschaftliche und identitäre Erwartungen äußert. Der knappe Sieg von De la Espriella (weniger als 250.000 Stimmen Unterschied) bedeutet, dass er ein Land regieren muss, dessen geografische Hälfte ihm kein Vertrauen geschenkt hat.

 

A 250.000 voti di distanza: Abelardo batte Iván Cepeda in Colombia

Il risultato è arrivato come un colpo di maglio: il candidato reazionario Abelardo de la Espriella ha battuto domenica il candidato di sinistra Iván Cepeda con meno dell'1% di differenza (12.959.542 voti contro 12.708.712). Di seguito una prima analisi dei risultati. –FG, Tlaxcala

Il panorama elettorale: due Colombia faccia a faccia


I bastioni conservatori del centro e delle Ande

Abelardo de la Espriella ha costruito la sua vittoria su una base territoriale chiaramente identificata: i dipartimenti del centro del paese, le regioni andine e parte delle pianure orientali. Antioquia costituisce il cuore del suo elettorato con 2,18 milioni di voti (64,42%), oltre un milione di vantaggio sul suo avversario. Il dominio vi è schiacciante, così come in Norte de Santander (76,56%) e Santander (64,58%).

Il candidato vince anche in tutto l'Eje Cafetero (Caldas, Quindío, Risaralda), in Tolima, Huila, Boyacá e Cundinamarca. Questi dipartimenti, che concentrano una parte importante della popolazione e del PIL nazionale, hanno fornito i margini necessari per la sua vittoria nello scrutinio nazionale. Cundinamarca e Antioquia figurano tra i dipartimenti più popolosi, il che spiega in parte la vittoria finale di De la Espriella nonostante la sconfitta in un maggior numero di dipartimenti.

I bastioni progressisti: Caraibi, Pacifico e Sud

Iván Cepeda, dal canto suo, vince 19 dipartimenti (incluso Bogotá) contro 13 per il suo avversario, ma spesso con popolazioni meno dense. I suoi bastioni più solidi si trovano nelle regioni periferiche:

  • Il Pacifico colombiano: Chocó (81,37%), Cauca (75,64%), Nariño (76,72%), Valle del Cauca (60,82%).
  • Il Sud amazzonico: Putumayo (78,52%), Vaupés (80,86%), Amazonas (61,89%).
  • La regione dei Caraibi: Bolívar (59,51%), Córdoba (58,28%), Atlántico (58,61%), La Guajira (60,45%), Sucre (59,19%), Magdalena (57,02%).
  • Bogotá D.C.: la capitale, con i suoi 2,23 milioni di voti (52,47%), costituisce un importante bastione urbano per Cepeda.

Il Valle del Cauca offre un caso particolarmente illustrativo: Cepeda vi ottiene 1,4 milioni di voti, con un vantaggio di 534.083 suffragi su De la Espriella, confermando che questo dipartimento è uno dei principali bastioni della sinistra in Colombia.

Il risultato elettorale in stile Botero

Analisi sociologica delle fratture

Una frattura centro-periferia

La mappa elettorale disegna una frattura geografica maggiore tra:

  1. I dipartimenti centrali e andini: economicamente più sviluppati, che ospitano le élite tradizionali e i centri industriali (Medellín, Bucaramanga), hanno votato per il candidato conservatore.
  2. Le periferie: regioni costiere (Caraibi, Pacifico) e zone di frontiera, storicamente marginalizzate, hanno sostenuto in massa il candidato del cambiamento.

Questa opposizione non è nuova in Colombia: rimanda alla distinzione storica tra le regioni andine "conservatrici" e le regioni costiere "liberali", che il sistema politico contemporaneo ha riattivato.

La dimensione etnica e razzializzata

I dipartimenti con un'alta popolazione afro-colombiana e indigena si sono espressi in netta maggioranza per Iván Cepeda. Ciò è particolarmente evidente in Chocó (81,37%), Cauca (75,64%) e Nariño (76,72%), regioni dove le comunità nere e indigene sono storicamente mobilitate attorno a questioni di giustizia sociale e riconoscimento. La presenza di Aida Quilcué, figura indigena, come compagna di lista di Cepeda, ha senza dubbio rafforzato questo sostegno.

Un voto urbano diviso

Il voto nelle grandi città è più contrastato di quanto appaia. Bogotá sostiene Cepeda, ma con un margine relativamente modesto (52,47%). Il Valle del Cauca vota Cepeda, ma Medellín, la seconda città del paese, è un bastione di De la Espriella. I risultati confermano una frattura urbana, dove le grandi metropoli delle regioni andine pendono a destra mentre quelle delle periferie (Cali, Barranquilla, Cartagena) pendono a sinistra.

Margini ristretti in dipartimenti chiave

Alcuni dipartimenti sono stati molto contesi, riflettendo una società colombiana profondamente divisa:

  • Caquetá: Cepeda vince di stretta misura con il 48,97% contro il 48,7%.
  • Guaviare: De la Espriella vince con il 52,78%.
  • Vichada: Cepeda si impone con il 54,43%.

Questi risultati testimoniano l'assenza di un bastione ideologico omogeneo nelle zone di recente colonizzazione e nelle regioni di frontiera.

Il voto all'estero

Un punto notevole: De la Espriella vince ampiamente tra i colombiani all'estero (63,76%), con 382.000 voti contro 208.000 per Cepeda. Questo voto della diaspora, spesso composta da classi medie e superiori espatriate, ha contribuito in modo significativo alla sua vittoria.

Conclusione: una Colombia geograficamente fratturata

Il secondo turno del 2026 conferma la geografia elettorale della Colombia come uno spazio di tensioni tra due visioni del paese. Il candidato conservatore, De la Espriella, ha saputo capitalizzare sui bastioni tradizionali del centro e delle Ande, mentre Cepeda ha raccolto un arcipelago di periferie: Pacifico, Caraibi, Amazzonia e la capitale.

Questa configurazione ricorda che la frattura politica colombiana rimane fortemente territorializzata, con ogni regione che esprime aspettative sociali, economiche e identitarie distinte. La vittoria ristretta di De la Espriella (meno di 250.000 voti di scarto) significa che dovrà governare un paese la cui ampia metà geografica non gli ha concesso la propria fiducia.

 

By 250,000 votes: Abelardo beats Iván Cepeda in Colombia

The result fell like a hammer blow: the reactionary candidate Abelardo de la Espriella defeated left-wing candidate Iván Cepeda on Sunday by less than a 1% margin (12,959,542 votes to 12,708,712). Below is an initial analysis of the results. –FG, Tlaxcala

The electoral landscape: two Colombias face to face



The conservative strongholds of the centre and the Andes

Abelardo de la Espriella built his victory on a clearly identified territorial base: the departments of the country's centre, the Andean regions and part of the eastern plains. Antioquia constitutes the heart of his electorate with 2.18 million votes (64.42%), more than one million ahead of his opponent. The dominance there is overwhelming, as it is in Norte de Santander (76.56%) and Santander (64.58%).

The candidate also wins across the entire Coffee Axis (Caldas, Quindío, Risaralda), in Tolima, Huila, Boyacá and Cundinamarca. These departments, which concentrate a significant share of the population and national GDP, provided the margins needed for his victory in the national count. Cundinamarca and Antioquia are among the most populous departments, which partly explains De la Espriella's final victory despite his defeat in a greater number of departments.

The progressive strongholds: Caribbean, Pacific and South

Iván Cepeda, for his part, wins 19 departments (including Bogotá) against 13 for his opponent, but often with less densely populated areas. His strongest bastions are in the peripheral regions:

  • The Colombian Pacific: Chocó (81.37%), Cauca (75.64%), Nariño (76.72%), Valle del Cauca (60.82%).
  • The Amazonian South: Putumayo (78.52%), Vaupés (80.86%), Amazonas (61.89%).
  • The Caribbean region: Bolívar (59.51%), Córdoba (58.28%), Atlántico (58.61%), La Guajira (60.45%), Sucre (59.19%), Magdalena (57.02%).
  • Bogotá D.C.: the capital, with its 2.23 million votes (52.47%), constitutes a major urban stronghold for Cepeda.

Valle del Cauca offers a particularly illustrative case: Cepeda obtains 1.4 million votes there, a lead of 534,083 ballots over De la Espriella, confirming that this department is one of the main strongholds of the left in Colombia.

The electoral result in Botero style

Sociological analysis of the divides

A centre-periphery divide

The electoral map draws a major geographic divide between:

  1. The central and Andean departments: economically more developed, home to traditional elites and industrial centres (Medellín, Bucaramanga), they voted for the conservative candidate.
  2. The peripheries: coastal regions (Caribbean, Pacific) and border areas, historically marginalised, massively supported the candidate for change.

This opposition is not new in Colombia: it harks back to the historical distinction between "conservative" Andean regions and "liberal" coastal regions, which the contemporary political system has reactivated.

The ethnic and racialized dimension

Departments with large Afro-Colombian and indigenous populations voted overwhelmingly for Iván Cepeda. This is particularly clear in Chocó (81.37%), Cauca (75.64%) and Nariño (76.72%), regions where black and indigenous communities are historically mobilised around issues of social justice and recognition. The presence of Aida Quilcué, an indigenous figure, as Cepeda's running mate, undoubtedly reinforced this support.

A divided urban vote

The vote in large cities is more mixed than it appears. Bogotá supports Cepeda, but with a relatively modest margin (52.47%). Valle del Cauca votes for Cepeda, but Medellín, the country's second city, is a stronghold of De la Espriella. The results confirm an urban fracture, where the large metropolises of the Andean regions lean right while those of the peripheries (Cali, Barranquilla, Cartagena) lean left.

Tight margins in key departments

Some departments were highly contested, reflecting a deeply divided Colombian society:

  • Caquetá: Cepeda wins by a narrow margin with 48.97% against 48.7%.
  • Guaviare: De la Espriella wins with 52.78%.
  • Vichada: Cepeda prevails with 54.43%.

These results testify to the absence of a homogeneous ideological stronghold in areas of recent colonisation and border regions.

The overseas vote

One notable point: De la Espriella wins overwhelmingly among Colombians abroad (63.76%), with 382,000 votes against 208,000 for Cepeda. This diaspora vote, often composed of expatriate middle and upper classes, contributed significantly to his victory.

Conclusion: a geographically fractured Colombia

The 2026 runoff confirms Colombia's electoral geography as a space of tensions between two visions of the country. The conservative candidate, De la Espriella, was able to capitalise on the traditional strongholds of the centre and the Andes, while Cepeda gathered an archipelago of peripheries: the Pacific, the Caribbean, the Amazon and the capital.

This configuration recalls that Colombia's political divide remains strongly territorialised, with each region expressing distinct social, economic and identity-based expectations. De la Espriella's narrow victory (a margin of less than 250,000 votes) means he will have to govern a country whose broad geographic half did not grant him its trust.

 

A 250.000 votos de distancia: Abelardo vence a Iván Cepeda en Colombia

El resultado cayó como un mazazo: el candidato reaccionario Abelardo de la Espriella derrotó el domingo al candidato de izquierda Iván Cepeda con menos del 1% de diferencia (12.959.542 votos contra 12.708.712). A continuación, un primer análisis de los resultados. –FG, Tlaxcala

El paisaje electoral: dos Colombias frente a frente



El paisaje electoral: dos Colombias frente a frente

Los bastiones conservadores del centro y los Andes

Abelardo de la Espriella construyó su victoria sobre una base territorial claramente identificada: los departamentos del centro del país, las regiones andinas y parte de los llanos orientales. Antioquia constituye el corazón de su electorado con 2,18 millones de votos (64,42%), más de un millón de ventaja sobre su adversario. El dominio allí es abrumador, al igual que en Norte de Santander (76,56%) y Santander (64,58%).

El candidato también se impone en todo el Eje Cafetero (Caldas, Quindío, Risaralda), en Tolima, Huila, Boyacá y Cundinamarca. Estos departamentos, que concentran una parte importante de la población y del PIB nacional, proporcionaron los márgenes necesarios para su victoria en el escrutinio nacional. Cundinamarca y Antioquia figuran entre los departamentos más poblados, lo que explica en parte la victoria final de De la Espriella a pesar de su derrota en un mayor número de departamentos.

Los bastiones progresistas: Caribe, Pacífico y Sur

Iván Cepeda, por su parte, gana 19 departamentos (incluido Bogotá) frente a 13 para su adversario, pero a menudo con poblaciones menos densas. Sus bastiones más sólidos se encuentran en las regiones periféricas:

  • El Pacífico colombiano: Chocó (81,37%), Cauca (75,64%), Nariño (76,72%), Valle del Cauca (60,82%).
  • El Sur amazónico: Putumayo (78,52%), Vaupés (80,86%), Amazonas (61,89%).
  • La región Caribe: Bolívar (59,51%), Córdoba (58,28%), Atlántico (58,61%), La Guajira (60,45%), Sucre (59,19%), Magdalena (57,02%).
  • Bogotá D.C.: la capital, con sus 2,23 millones de votos (52,47%), constituye un bastión urbano mayor para Cepeda.

El Valle del Cauca ofrece un caso particularmente ilustrativo: Cepeda obtiene allí 1,4 millón de votos, es decir, una ventaja de 534.083 sufragios sobre De la Espriella, lo que confirma que este departamento es uno de los principales bastiones de la izquierda en Colombia.

El resultado electoral al estilo Botero

Análisis sociológico de las divisiones

Una división centro-periferia

El mapa electoral dibuja una división geográfica mayor entre:

  1. Los departamentos centrales y andinos: económicamente más desarrollados, albergan a las élites tradicionales y los centros industriales (Medellín, Bucaramanga), y votaron por el candidato conservador.
  2. Las periferias: regiones costeras (Caribe, Pacífico) y zonas fronterizas, históricamente marginadas, apoyaron masivamente al candidato del cambio.

Esta oposición no es nueva en Colombia: remite a la distinción histórica entre las regiones andinas "conservadoras" y las regiones costeras "liberales", que el sistema político contemporáneo ha reactivado.

La dimensión étnica y racializada

Los departamentos con alta población afrocolombiana e indígena se pronunciaron mayoritariamente por Iván Cepeda. Esto es especialmente notable en Chocó (81,37%), Cauca (75,64%) y Nariño (76,72%), regiones donde las comunidades negras e indígenas están históricamente movilizadas en torno a cuestiones de justicia social y reconocimiento. La presencia de Aida Quilcué, figura indígena, como compañera de fórmula de Cepeda, sin duda reforzó este apoyo.

Un voto urbano dividido

El voto de las grandes ciudades es más contrastado de lo que parece. Bogotá apoya a Cepeda, pero con un margen relativamente modesto (52,47%). El Valle del Cauca vota por Cepeda, pero Medellín, la segunda ciudad del país, es un bastión de De la Espriella. Los resultados confirman una fractura urbana, donde las grandes metrópolis de las regiones andinas se inclinan a la derecha, mientras que las de las periferias (Cali, Barranquilla, Cartagena) se inclinan a la izquierda.

Márgenes ajustados en departamentos clave

Algunos departamentos fueron muy disputados, reflejando una sociedad colombiana profundamente dividida:

  • Caquetá: Cepeda gana por un estrecho margen con 48,97% frente a 48,7%.
  • Guaviare: De la Espriella gana con 52,78%.
  • Vichada: Cepeda se impone con 54,43%.

Estos resultados evidencian la ausencia de un bastión ideológico homogéneo en las zonas de colonización reciente y las regiones fronterizas.

El voto en el extranjero

Un punto destacable: De la Espriella gana ampliamente entre los colombianos en el extranjero (63,76%), con 382.000 votos frente a 208.000 para Cepeda. Este voto de la diáspora, a menudo compuesta por clases medias y altas expatriadas, contribuyó de manera significativa a su victoria.

Conclusión: una Colombia geográficamente fracturada

La segunda vuelta de 2026 confirma la geografía electoral de Colombia como un espacio de tensiones entre dos visiones del país. El candidato conservador, De la Espriella, supo capitalizar los bastiones tradicionales del centro y los Andes, mientras que Cepeda reunió un archipiélago de periferias: Pacífico, Caribe, Amazonía y la capital.

Esta configuración recuerda que la división política colombiana sigue fuertemente territorializada, y que cada región expresa expectativas sociales, económicas e identitarias distintas. La estrecha victoria de De la Espriella (menos de 250.000 votos de diferencia) significa que tendrá que gobernar un país cuya amplia mitad geográfica no le otorgó su confianza.

 

À 250 000 voix près : Abelardo l’emporte sur Iván Cepeda en Colombie

Le résultat est tombé comme un couperet : le candidat réactionnaire Abelardo de la Espriella a battu dimanche le candidat progressiste Iván Cepeda avec moins de 1% de différence (12 959 542 voix contre 12 708 712). Ci-dessous une première analyse des résultats.-FG, Tlaxcala

Le paysage électoral : deux Colombie face à face


Cliquer sur l’image pour voir les détails des résultats

Les bastions conservateurs du centre et des Andes

Abelardo de la Espriella a construit sa victoire sur un socle territorial clairement identifié : les départements du centre du pays, les régions andines et une partie des plaines orientales. Antioquia constitue le cœur de son électorat avec 2,18 millions de voix (64,42%), soit plus d’un million d’avance sur son adversaire. La domination y est écrasante, tout comme dans Norte de Santander (76,56%) et Santander (64,58%).

Le candidat l’emporte également dans l’ensemble de l’Eje Cafetero (Caldas, Quindío, Risaralda), au Tolima, au Huila, en Boyacá et en Cundinamarca. Ces départements, qui concentrent une part importante de la population et du PIB national, ont fourni les marges nécessaires à sa victoire au scrutin national. Cundinamarca et Antioquia figurent parmi les départements les plus peuplés, ce qui explique en partie la victoire finale de De la Espriella malgré sa défaite dans un plus grand nombre de départements.

Les bastions progressistes : Caraïbes, Pacifique et Sud

Iván Cepeda, de son côté, remporte 19 départements (dont Bogotá) contre 13 pour son adversaire, mais souvent avec des populations moins denses. Ses bastions les plus solides se situent dans les régions périphériques :

  • Le Pacifique colombien : Chocó (81,37%), Cauca (75,64%), Nariño (76,72%), Valle del Cauca (60,82%).
  • Le Sud amazonien : Putumayo (78,52%), Vaupés (80,86%), Amazonas (61,89%).
  • La région Caraïbe : Bolívar (59,51%), Córdoba (58,28%), Atlántico (58,61%), La Guajira (60,45%), Sucre (59,19%), Magdalena (57,02%).
  • Bogotá D.C. : la capitale, avec ses 2,23 millions de voix (52,47%), constitue un bastion urbain majeur pour Cepeda.

Le Valle del Cauca offre un cas particulièrement illustratif : Cepeda y obtient 1,4 million de voix, soit une avance de 534 083 suffrages sur De la Espriella, confirmant que ce département est l’un des principaux bastions de la gauche en Colombie.

Le résultat électoral dans le style Botero

Analyse sociologique des clivages

Un clivage centre-périphérie

La carte électorale dessine un clivage géographique majeur entre :

  1. Les départements centraux et andins : économiquement plus développés, abritant les élites traditionnelles et les centres industriels (Medellín, Bucaramanga), ils ont voté pour le candidat conservateur.
  2. Les périphéries : régions côtières (Caraïbes, Pacifique) et zones frontalières, historiquement marginalisées, ont massivement soutenu le candidat du changement.

Cette opposition n’est pas nouvelle en Colombie : elle renvoie à la distinction historique entre les régions andines "conservatrices" et les régions côtières "libérales", que le système politique contemporain a réactivée.

La dimension ethnique et racialisée

Les départements à forte population afro-colombienne et indigène se sont prononcés très majoritairement pour Iván Cepeda. C’est particulièrement net au Chocó (81,37%), au Cauca (75,64%) et à Nariño (76,72%), régions où les communautés noires et indigènes sont historiquement mobilisées autour des questions de justice sociale et de reconnaissance. La présence d’Aida Quilcué, figure indigène, comme colistière de Cepeda, a sans doute renforcé ce soutien.

Un vote urbain partagé

Le vote des grandes villes est plus contrasté qu’il n’y paraît. Bogotá soutient Cepeda, mais avec une marge relativement modeste (52,47%). Le Valle del Cauca vote Cepeda, mais Medellín, la deuxième ville du pays, est un bastion de De la Espriella. Les résultats confirment une fracture urbaine, où les grandes métropoles des régions andines penchent à droite tandis que celles des périphéries (Cali, Barranquilla, Carthagène) penchent à gauche.

Des marges serrées dans des départements clés

Certains départements ont été très disputés, reflétant une société colombienne profondément divisée :

  • Caquetá : Cepeda l’emporte de justesse avec 48,97% contre 48,7%.
  • Guaviare : De la Espriella l’emporte avec 52,78%.
  • Vichada : Cepeda s’impose avec 54,43%.

Ces résultats témoignent de l’absence de bastion idéologique homogène dans les zones de colonisation récente et les régions frontalières.

Le vote de l’étranger

Un point notable : De la Espriella l’emporte très largement parmi les Colombiens de l’étranger (63,76%), avec 382 000 voix contre 208 000 pour Cepeda. Ce vote de la diaspora, souvent composée de classes moyennes et supérieures expatriées, a contribué de manière significative à sa victoire.

Conclusion : une Colombie géographiquement fracturée

Le second tour de 2026 confirme la géographie électorale de la Colombie comme un espace de tensions entre deux visions du pays. Le candidat conservateur, De la Espriella, a su capitaliser sur les bastions traditionnels du centre et des Andes, tandis que Cepeda a rassemblé un archipel de périphéries : Pacifique, Caraïbes, Amazonie et la capitale.

Cette configuration rappelle que le clivage politique colombien reste fortement territorialisé, chaque région exprimant des attentes sociales, économiques et identitaires distinctes. La victoire étroite de De la Espriella (moins de 250 000 voix d’écart) signifie qu’il devra gouverner un pays dont une large moitié géographique ne lui a pas accordé sa confiance.

 

02/09/2025

TIGRILLO L. ANUDO
Colombie : des candidatures qui pèsent

Tigrillo L. Anudo, 2/9/2025
Traduit par Tlaxcala

Le courant progressiste colombien aligne de solides prétendants pour l’élection présidentielle de 2026. Deux noms émergent : Iván Cepeda Castro et Carolina Corcho Mejía.

Iván incarne la mesure, l’équilibre, la défense des droits humains, la justice, la solidarité, l’éthique, la paix, la dignité et la cohérence.
Carolina, elle, se distingue par son éloquence, ses idées, sa loyauté, son énergie, son empathie, son sens du leadership et de la gestion, sa capacité d’action et de connexion.

Deux profils différents mais complémentaires, qui pourraient former un ticket équilibré et crédible pour la présidentielle.

Mais les qualités personnelles, aussi solides soient-elles, ne suffisent pas. Un nom ne vaut que s’il s’accompagne d’un projet politique démocratique et populaire. C’est ce programme, sa cohérence et sa capacité à fédérer, qui pourra transformer l’histoire nationale.

L’unité des électeurs se gagne par la clarté des objectifs et la force du projet collectif. Iván et Carolina disposent d’un capital politique important, mais il leur faudra bâtir et diffuser un programme commun, sans tarder. Un plan qui aborde les priorités du pays : Paix Totale, Réforme agraire, réformes de la santé, de l’éducation, de la justice et de la politique, libération des jeunes emprisonnés après la révolte sociale, baisse drastique des tarifs des services publics, fin des péages, lutte contre l’impunité, soutien à l’économie populaire, protection de l’eau et de l’environnement, transition énergétique, culture, réindustrialisation, développement ferroviaire, entre autres.

La Paix Totale, proposition phare mais controversée du gouvernement Petro, devra être repensée. La violence en Colombie a des racines économiques et culturelles. Il est donc urgent d’impliquer entreprises, universités, associations sociales et culturelles pour en faire un véritable mouvement de transformation, et non un simple slogan idéologique. Objectif : sauver des vies, qu’il s’agisse de civils, de policiers, de militaires ou de jeunes enrôlés de force.

Autre priorité : s’attaquer aux causes structurelles de la violence : l’inégalité et la cupidité. Une paix durable passera par l’intégration des jeunes liés à la délinquance et par la persuasion des acteurs économiques et sociaux sur les bénéfices d’une démobilisation générale.

La Réforme agraire est également incontournable : garantir la souveraineté alimentaire, réorienter des terres peu productives vers l’agriculture et réduire la dépendance aux importations.

Le progressisme porte aussi un autre défi : déprivatiser le pays. Routes nationales confiées à des consortiums privés, services publics parmi les plus chers d’Amérique latine, notariats et chambres de commerce qui imposent des coûts excessifs aux entrepreneurs… Autant de structures qui enrichissent une élite et appauvrissent la majorité. La remise à plat des institutions, souvent gangrenées par la corruption, s’impose.

En somme, la tâche est immense. Gustavo Petro a ouvert un chemin en écartant les obstacles symboliques. Il appartient désormais aux nouveaux candidats de rendre visibles, aux yeux du peuple, les possibles d’un avenir plus juste et plus démocratique.


TIGRILLO L. ANUDO
Colombia: candidaturas que suman

Tigrillo L. Anudo, 2/9/2025

El progresismo colombiano presenta muy buenos candidatos a la presidencia de la República para el 2026. Se destacan entre ellos Iván Cepeda Castro y Carolina Corcho Mejía.

Iván es sindéresis, ecuanimidad, defensa de los derechos humanos, justicia, solidaridad, ética, paz, decoro, coherencia, reposo, dignidad.

Carolina es elocuencia, ideas, lealtad, compromiso, conocimientos, energía, empatía, liderazgo, gerencia, proyecto, acción, conexión.

Ambos candidatos tienen lo suyo. Se complementan; hacen gala de atributos disímiles que auguran armonía en un funcionamiento administrativo. Podrían ser una buena dupla para las presidenciales.

Sin embargo, no basta tener impecables candidatos a ocupar el cargo más importante. Los nombres cuentan, pero ellos están sujetos a las ideas de un programa político democrático y popular.

Lo más relevante para la transformación de la historia nacional es el proyecto político. Lo decididamente importante es la coherencia, la necesidad y la unidad que susciten las propuestas que logren expresar dichos candidatos.

Lo que finalmente empuja a los electores a la unidad y al apoyo general en torno al proyecto es la presentación de los objetivos y su ideario político. Es necesario desplegar claridad y contundencia frente a las realizaciones que se proponen para los próximos cuatro años administrativos.

Carolina e Iván podrían presentarse como la fórmula presidencial (presi y vice) para las elecciones del 2026. Juntos suman un enorme capital político y unas virtudes públicas innegables. Juntos pueden acordar un programa de gobierno para empezar a difundirlo en el territorio colombiano. No hay tiempo que perder. Elaborar una exposición de este programa a través de un inventario de puntos clave en torno a aspectos como la Paz Total, la Reforma Agraria, las reformas a la salud – educación – política – justicia, la atención a los jóvenes injustamente encarcelados por el estallido social, la reducción drástica en las tarifas de los servicios públicos, la desaparición de los peajes, la lucha contra la impunidad, el fortalecimiento de la economía popular, el cuidado del agua y los ecosistemas, las innovaciones en la transición energética, el apoyo a los artistas y organizaciones culturales, los programas para las madres cabezas de familia, la reindustrialización, los ferrocarriles, entre otros.

La Paz Total debería reformularse. Se puede argumentar más profundamente sobre este tema para hacer pedagogía en la población. Ha sido la propuesta más controversial en formulación y resultados del gobierno nacional. La violencia es un tema con orígenes económicos y culturales, se podría montar el programa “Quitémosle jóvenes a la violencia entre todos”. Vincular a la empresa privada, a la academia, a las organizaciones sociales-ambientales-artísticas-culturales. Hacer de este propósito un movimiento amplio de transformación cultural para superar su connotación ideológica.

Ninguna vida está por encima de otra. Ante todo, asumir la defensa de la vida de todo ser humano. Reconfigurar la Paz Total para evitar al máximo posible la pérdida de vidas de soldados, policías, miembros de organizaciones criminales, jóvenes reclutados a la fuerza por grupos delincuenciales. No enviar a trampas mortales a los integrantes de la fuerza pública. Garantizar que el cumplimiento de su deber esté protegido por protocolos de seguridad e inteligencia.

La violencia estructural es consecuencia de la desigualdad social y la codicia. Luchar contra estos orígenes es un imperativo para lograr un cambio significativo en el país. Un proyecto de Paz Total reconoce esos orígenes y buscaría comprometer a actores armados y a la sociedad civil en programas que acojan a los atrapados en la violencia. Se trata de persuadir al empresariado, a la sociedad en general en torno a los beneficios que traería para todos los colombianos la desmovilización de jóvenes que “trabajan” en el sector delincuencial.

La Reforma Agraria es la condición fundamental para generar soberanía alimentaria y crear condiciones más favorables para el desarrollo del capitalismo que luego evolucionará hacia al socialismo. Es de primer orden promover la destinación de tierras fértiles dedicadas a la ganadería poco productiva hacia el cultivo de productos agrícolas, es decir alimentos para no tener que importarlos a precios más caros.

Desprivatizar a Colombia. Es otra tarea pendiente que puede iniciar el progresismo. Por ejemplo, las carreteras nacionales están privatizadas, tienen dueños particulares. No es solo el acaudalado y voraz Sarmiento Angulo. Son empresas privadas españolas, empresas de familias adineradas colombianas, consorcios anónimos. Son quienes recaudan los dineros de los “pillajes” (peajes). El gobierno nacional nada ha hecho para desmontar peajes que ya cumplieron su ciclo, llevan 30 años asaltando el bolsillo de los viajeros, empresarios, trabajadores y conductores colombianos.

Desprivatizar los servicios públicos. Las empresas prestadoras de estos servicios abusan de las tarifas. Lo que encarece los costos de producción en fábricas y empresas de servicios y de comercio. Los precios de la energía, el gas y el agua, entre los más caros en América Latina, están empobreciendo la capacidad adquisitiva del ciudadano de a pie. El dinero que podría servir para comprar libros o asistir a un concierto u obra de teatro se va hacia empresas que de públicas no tienen sino el nombre, son auténticas empresas acumuladoras de capital, enriquecedoras de una casta de burócratas politiqueros y empresariales.

Las notarías y Cámaras de Comercio también son dueñas del salario de los propietarios y comerciantes colombianos. Los costos de escrituras, documentos notariales y contribuciones por afiliación a las Cámaras de Comercio son una carga onerosa. No se justifican esas entidades parasitarias politiqueras.

Iniciar un análisis de la pertinencia y financiamiento de instituciones como contralorías, procuradurías, Corporaciones Autónomas Regionales (encargadas de controles ambientales), que en gran parte son burocracias inoperantes y corruptas, fortines de clanes y Delincuencia Política Organizada -DPO-.

En síntesis, es mucho lo que al progresismo le queda por hacer en Colombia. El presidente Gustavo Petro corrió la piedra que no dejaba ver la senda emancipadora. Ahora, corresponde a los candidatos más opcionados visibilizar en un espejo que puede ver el pueblo atento, todo aquello que podemos lograr en un futuro inmediato.