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2-M | 5º aniversario de la movilización en Madrid por los presos políticos saharauis: cinco años sin respuestas

El próximo lunes 2 de marzo se cumplen cinco años de concentraciones semanales ante el Ministerio de Asuntos Exteriores, en la Plaza de la Provincia (Madrid), para denunciar la situación de los presos políticos saharauis encarcelados en Marruecos y exigir al Gobierno español que asuma su responsabilidad política y jurídica ante esta vulneración continuada de derechos fundamentales.
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20/11/2025

Argentina, laboratório e espelho do mundo
Como transformar um povo de comedores de carne em veganos transgênicos

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A estação de metrô Argentine, em Paris, chamava-se até 1948 Obligado, em comemoração à vitória argentina de 20 de novembro de 1845, quando a Confederação Argentina infligiu uma derrota decisiva às forças anglo-francesas na Vuelta de Obligado, no rio Paraná. Tornado feriado com o nome de Dia da Soberania Nacional em 1974, o dia 20 de novembro foi transferido este ano para o dia 24 de novembro, para permitir um fim de semana prolongado do dia 21 ao dia 24, um presente do governo Milei para a indústria hoteleira e turística. Nesta ocasião, publicamos um pequeno livro que explica o quanto a “soberania nacional” argentina está em mau estado. Apresentação abaixo.

“ No território mais rico do planeta vive um povo pobre, mal alimentado e pago com salários miseráveis. Enquanto os argentinos não recuperarem para a nação e para o povo o controle sobre nossas riquezas, não seremos uma nação soberana nem um povo feliz. ”
Arturo Jauretche (1901-74)

Nesta coletânea, encontram-se três artigos publicados em outubro e novembro de 2025 sobre a involução e os desafios da crise catastrófica que atravessa a Argentina, país que foi o “celeiro do mundo” no século passado e que hoje se tornou o lixo transgênico do mundo. Cerca de 18 milhões de hectares (com variações anuais) – metade da superfície dedicada às “grandes culturas” – são dedicados ao cultivo de soja transgênica, um cereal verdadeiramente diabólico que agora “alimenta” não só as vacas e os porcos de metade do planeta, a começar pela China e Israel, mas também as crianças das escolas do Rio da Prata à Terra do Fogo.

Os argentinos, os maiores consumidores de carne do mundo depois dos norte-americanos, já não podem pagar a carne de que tanto gostam para os seus asados, a versão rioplatense do churrasco ou do michuim. Sete em cada dez crianças argentinas não têm o que comer. Javier Milei, o homem da motosserra, não é o único responsável por essa catástrofe, ele é apenas o executor das tarefas sujas, a serviço dos ianques e seus comparsas do Banco Mundial e do FMI. Os chineses desempenham um papel nada insignificante no jogo de blefe que se joga às custas dos pobres e dos empobrecidos. Eles levaram à letra o lema do camarada Deng Xiaoping: “Não importa se o gato é preto ou branco, o essencial é que ele caça o rato”. Todos nós somos potenciais ratos argentinos. Leia e você entenderá.

SUMÁRIO

  1. Argentina: laboratório da pobreza sob tutela americana

  2. A guerra da soja: anatomia de uma semente
    Como a soja, entre a China, os Estados Unidos e o Brasil, se tornou o motor oculto do comércio mundial

  3. A semente, a besta e a dívida
    A Argentina, sua soja, sua carne e sua dívida na nova ordem alimentar mundial

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