19/03/2026

” چرا ایران تسلیم نمی‌شود؟“– پرسش ترامپ نشان‌دهنده فاجعه ایران است

„Warum gibt Iran nicht auf?“ – Trumps Frage zeigt das Iran-Desaster

روز هفدهم جنگ با ایران. صبر کنید، بگذارید دوباره بگویم: روز هفدهم.

آیا می‌دانید همین حالا در راهروهای کاخ سفید چه می‌گذرد؟ دونالد ترامپ در دفترش نشسته و از مشاورانش سؤالی می‌پرسد که همه‌چیز را تغییر می‌دهد:
چرا ایرانی‌ها تسلیم نمی‌شوند؟

وال‌استریت ژورنال این موضوع را افشا کرده است. قدرتمندترین مرد جهان شگفت‌زده است. تکرار می‌کنم: شگفت‌زده. همان مردی که گفته بود این جنگ خیلی زود تمام می‌شود. کسی که ادعا کرده بود ایران دیگر نیروی دریایی و نیروی هوایی ندارد.

این مرد نمی‌فهمد چرا تهران همچنان می‌جنگد. و اینجاست بخشی که تمام شب مرا بیدار نگه داشت: مشاورانش در خفا او را تحت فشار می‌گذارند تا به‌دنبال راه خروج باشد. در خفا. یعنی در ظاهر از پیروزی حرف می‌زنند، اما پشت درهای بسته وحشت کامل حاکم است. این یک اعتراف به ضعف است.

ترامپ انتظار یک پیروزی سریع را داشت؛ تکرار جنگ ۱۲ روزه‌اش در ژوئن گذشته. اما واقعیت کاملاً متفاوت است.

پس از ۱۷ روز، ایران هنوز موشک شلیک می‌کند، تنگه هرمز را مین‌گذاری کرده و — مهم‌تر از همه — بیشتر از قبل از جنگ نفت صادر می‌کند. ۳۰ درصد بیشتر. به این فکر کنید.

ایالات متحده بیش از دو هفته است که ایران را بمباران می‌کند، گفته می‌شود ۶۰۰۰ هدف را زده، نیروی دریایی ایران را نابود کرده و نیروی هوایی آن را از کار انداخته است. و با این حال صادرات نفت ایران افزایش یافته است. چگونه ممکن است؟ چین.

چینی‌ها هر بشکه‌ای را که تهران عرضه کند می‌خرند. نه تحریم، نه قانون، فقط تجارت. در حالی که ترامپ فکر می‌کرد ایران را به زانو درمی‌آورد، حاکمان ایران مسیر کشتی‌های خود را تغییر دادند، راه‌های تجاری جدیدی ایجاد کردند و بیشتر از قبل درآمد کسب می‌کنند.

وال‌استریت ژورنال گزارش می‌دهد که ترامپ در جلسات بارها همان سؤال را تکرار می‌کند: چرا آن‌ها تسلیم نمی‌شوند؟ مشاورانش پاسخی ندارند. یا بهتر بگوییم، پاسخی دارند، اما ترامپ نمی‌خواهد آن را بشنود.

پاسخ این است: چون طرح شکست خورده است. چون ارتش آمریکا می‌تواند اهداف را بزند، اما نمی‌تواند راه‌حل‌های سیاسی را از آسمان بمباران کند. چون ایران حریفی کاملاً متفاوت از افغانستان یا عراق است.

صبر کنید، اوضاع بدتر هم می‌شود. اظهارات عمومی ترامپ هر روز تغییر می‌کند: ابتدا «تسلیم بی‌قید و شرط»، بعد «به‌زودی تمام می‌شود»، سپس «تقریباً چیزی برای بمباران باقی نمانده است».

و حالا این سؤال ناامیدانه: چرا تسلیم نمی‌شوند؟ این استراتژی نیست. این بداهه‌پردازی است. این رئیس‌جمهوری است که متوجه شده بزرگ‌ترین قمار سیاست خارجی‌اش از کنترل خارج شده است.

جمهوری‌خواهان نگران شده‌اند. نظرسنجی‌ها نشان می‌دهد که اکثریت آمریکایی‌ها با این جنگ مخالف‌اند. قیمت نفت از ۱۰۰ دلار در هر بشکه عبور کرده و حتی موقتاً به ۱۱۹ دلار رسیده است.

در پمپ‌بنزین‌های آمریکا، مردم قیمت‌های بی‌سابقه‌ای پرداخت می‌کنند. انتخابات میان‌دوره‌ای نزدیک است و مشاوران ترامپ می‌دانند: اگر جنگ چند هفته دیگر ادامه یابد، کنگره را از دست خواهیم داد.

به همین دلیل این افشاگری در وال‌استریت ژورنال صورت گرفت. به همین دلیل فشارهای پنهانی برای یافتن راه خروج وجود دارد. آن‌ها تلاش می‌کنند رئیس‌جمهور را به‌آرامی به سمت خروج هدایت کنند، بدون اینکه آبرویش را از دست بدهد.

اما ترامپ، ترامپ است. او نمی‌تواند به‌سادگی متوقف شود. او باید اعلام پیروزی کند، حتی اگر پیروزی وجود نداشته باشد.

بنابراین به رسانه‌ها می‌گوید: «ما خیلی جلوتر از برنامه هستیم.» این زبان اورولی است. «جلوتر از برنامه» در دنیای ترامپ یعنی: دیگر برنامه‌ای وجود ندارد، چون برنامه اولیه فروپاشیده است.

و نکته اینجاست: ایران این را می‌داند. سپاه پاسداران بیانیه‌ای صادر کرده است.

ایران تعیین خواهد کرد که جنگ چه زمانی پایان یابد.

این پاسخی مستقیم به ادعاهای ترامپ است. تهران به قدرتمندترین مرد جهان می‌گوید: تو این جنگ را کنترل نمی‌کنی. ما کنترل می‌کنیم.

و واقعیت‌ها این را تأیید می‌کنند.


18/03/2026

Quanto mais o golpeiam, mais forte ele fica: o paradoxo do Irã que escapa à estupidez imperial

Tahar Lamri, 16/3/2026

Há uma categoria que falta no debate sobre a guerra em curso contra o Irã, e sua ausência explica por que aqueles que a combatem continuam errando tudo.

O Irã não é um movimento de partisans como a FLN argelina, que era uma frente sem dogma unificador - coalizão de nacionalistas, socialistas, comunistas, conservadores - mantida unida por um único objetivo: expulsar o colonizador. Não é o Vietnã do Norte, que era um estado numa parte do território com uma doutrina exportável - o comunismo - mas dependente de Moscou e Pequim e geograficamente limitado. Hamas, Hezbollah, os Houthis são milícias, entidades subnacionais que usam táticas de guerrilha porque não têm alternativa: sua assimetria é forçada, não escolhida.

O Irã é algo diferente e historicamente novo: representa o primeiro caso histórico de um estado que adota estruturalmente a doutrina da guerra de partisans como escolha estratégica soberana, combinando a legitimidade e os recursos de um estado com a lógica operacional do movimento de resistência. Tem um exército regular, mísseis balísticos, uma marinha, instituições reconhecidas, é um estado westfaliano em todos os aspectos. E no entanto, escolheu deliberadamente a doutrina da guerra de partisans como estratégia soberana: saturação com armas econômicas, desgaste, aceitação consciente das perdas territoriais para tornar o custo insustentável para o adversário. Não porque não pudesse fazer de outra forma, mas porque avaliou que era a estratégia ótima contra uma superioridade convencional esmagadora.

Essa escolha tem uma consequência econômica devastadora para quem o combate. Um drone Shahed custa vinte mil dólares. Um interceptador THAAD custa 12,7 milhões de dólares. O Irã lançou na primeira semana de guerra quinhentos mísseis balísticos e quase dois mil drones. A matemática é impiedosa: a guerra pobre faz a guerra rica pagar um custo insustentável: não no campo de batalha, mas nas cadeias de suprimentos, nos orçamentos, nos estoques de interceptadores que se esgotam mais rápido do que podem ser produzidos.

Mas a novidade mais profunda não é militar: é estrutural. O Irã institucionalizou uma contradição que todos os movimentos de libertação tiveram que escolher: ser estado ou ser revolução. A Argélia depois de 1962 escolheu ser estado e deixou de ser revolução. Cuba tentou ambas e falhou. O Irã não: construiu deliberadamente uma dualidade permanente. O exército regular é o estado westfaliano. Os Pasdaran - os Guardas da Revolução - são a revolução permanente, com suas redes regionais, suas ramificações no Iêmen, Iraque, Líbano, todas unidas não por uma ideologia laica mas por uma fé: o islamismo xiita como identidade, memória, trauma fundador. Não se escolhe ser xiita como se escolhe ser comunista. É família, luto, corpo. Karbala não é um evento histórico: é um paradigma cosmológico que se repete.

O resultado é um internacionalismo religioso que não é uma aliança entre estados, não é uma Internacional leninista, mas uma rede transnacional mantida unida por uma gramática existencial comum que não precisa de um centro de comando explícito para se coordenar.

E então EUA e Israel fizeram o maior presente: criaram o panteão. Soleimani, Nasrallah, Khamenei: cada eliminação direcionada que pensavam resolver um problema estratégico produziu um mártir que multiplica a coesão da rede. Na teologia xiita, a morte do líder justo pelas mãos do opressor não é uma derrota: é a confirmação de sua justiça. É a estrutura narrativa de Karbala. Um general vivo pode errar, pode decepcionar, pode envelhecer. Um mártir é eterno e perfeito. Reescreveram, com seus mísseis, o roteiro que o outro lado esperava.

A República Islâmica do Irã tem como ideal a felicidade humana em toda a sociedade e considera que a conquista da independência, da liberdade e do império da justiça e da verdade é um direito de todos os povos do mundo. Consequentemente, ao mesmo tempo em que se abstém escrupulosamente de qualquer forma de ingerência nos assuntos internos de outras nações, apoia as lutas justas dos mustadhafoun (oprimidos) contra os mustakbirun (opressores/arrogantes) em todos os cantos do mundo.

Constituição da República Islâmica do Irã, Capítulo 10, Artigo 154

Mas há um último erro, talvez o mais grave. Israel atingiu os bancos do Hezbollah (o Instituto Al Qardh al-Hassan) e o maior banco iraniano (Bank Sepah). No mundo xiita khomeinista, o banco não é uma instituição financeira: é a infraestrutura material da teologia. É o mecanismo através do qual se distribui o zakat, se financiam as obras de caridade, se mantém o pacto com os mustazaafin, os mais fracos, os oprimidos, os condenados da terra de Fanon. Khomeini construiu o consenso da revolução sobre esta rede capilar de solidariedade material. Atingi-la não enfraquece a narrativa da resistência: a confirma. Demonstra, na vida cotidiana de milhões de pobres, quem são os inimigos dos fracos. É a melhor propaganda possível, realizada pelas próprias bombas israelenses.

Juntando tudo: está-se combatendo com a lógica da guerra convencional - decapitar a estrutura, cortar o financiamento, destruir infraestruturas - uma forma política que não é uma estrutura convencional. É uma rede simbólica, social, militar e religiosa deliberadamente construída para ser indestrutível precisamente através da destruição. Cada bomba que cai fortalece o narrativa. Cada mártir consolida o panteão. Cada banco atingido mostra aos pobres de que lado está o opressor.

E se o estado iraniano for desmembrado ou derrotado, os Pasdaran sem estado - treinados, armados, formados numa cultura do martírio que não depende de nenhuma instituição para sobreviver - espalhar-se-iam por uma região que vai do Líbano ao Paquistão, do Azerbaijão ao Bahrein, com ramificações em três continentes. Não mais contidos por nenhuma estrutura estatal, sem nada a perder, com mártires poderosíssimos e uma narrativa de resistência mais forte do que antes. Um estado iraniano hostil é dissuadível. Um enxame de Pasdaran sem estado não o é.

E enquanto tudo isso acontece, três sinais dizem o quão profundamente esta guerra está escapando ao controle narrativo de quem a desencadeou.

A Turquia esperava milhões de refugiados iranianos fugindo das bombas. Viu, em vez disso, milhares de iranianos cruzando a fronteira na direção oposta, para regressar a defender a pátria. Não necessariamente o regime: o Irã. A civilização persa de quatro milênios que não se deixa reduzir à equação “regime igual a povo”. O nacionalismo ferido produz o que anos de oposição política não conseguem construir.

E depois há Gaza. O Irã é atacado depois que o mundo assistiu durante meses ao genocídio palestino transmitido ao vivo, documentado, negado pelas chancelarias ocidentais. Para os pobres da terra, para o Sul global, para qualquer um que se sinta do lado dos humilhados, a sequência é legível e brutal: quem defendia os palestinos é agora bombardeado pelos mesmos que armavam quem os massacrava. O Irã tornou-se, no imaginário global dos condenados, algo que vai muito além da política regional ou da teologia xiita: é a promessa de que se pode resistir, é a vingança simbólica de quem nunca teve justiça. Essa solidariedade não tem fronteiras confessionais nem geográficas.

Finalmente, há a China. Seus estrategistas não estão olhando para a guerra: estão conduzindo a mais detalhada avaliação possível das capacidades reais euamericanas em condições de conflito de alta intensidade. Cada interceptador THAAD disparado, cada Tomahawk lançado, cada dia de guerra é um dado sobre a resistência logística e industrial do adversário que terão que enfrentar, um dia, no Pacífico. Veem os estoques se esgotarem, os tempos de produção não acompanharem o consumo, a cadeia logística sob pressão. Estão tomando notas. E não precisam lutar para ganhar esta guerra: basta-lhes esperar que a EUAmérica fique sem munições.

Esta guerra não pode ser vencida. Só pode ser alargada. E o mundo sabe disso.

Cuanto más lo golpean, más fuerte se vuelve: la paradoja de Irán que escapa a la estupidez imperial

Tahar Lamri, 16-3-2026

Hay una categoría que falta en el debate sobre la guerra en curso contra Irán, y su ausencia explica por qué quienes la libran siguen equivocándose en todo.

Irán no es un movimiento partisano como el FLN argelino, que era un frente sin dogma unificador -coalición de nacionalistas, socialistas, comunistas, conservadores- unido por un único objetivo: expulsar al colonizador. No es Vietnam del Norte, que era un Estado en una parte del territorio con una doctrina exportable -el comunismo- pero dependiente de Moscú y Pekín y geográficamente limitado. Hamás, Hezbolá, los hutíes son milicias, entidades subnacionales que utilizan tácticas de guerrilla porque no tienen alternativa: su asimetría es forzada, no elegida.

Irán es algo diferente e históricamente nuevo: representa el primer caso histórico de un Estado que adopta estructuralmente la doctrina de la guerra partisana como opción estratégica soberana, combinando la legitimidad y los recursos de un Estado con la lógica operativa del movimiento de resistencia. Tiene un ejército regular, misiles balísticos, una marina, instituciones reconocidas, es un Estado westfaliano en todos los sentidos. Y sin embargo, ha elegido deliberadamente la doctrina de la guerra partisana como estrategia soberana: saturación con armas económicas, desgaste, aceptación consciente de las pérdidas territoriales para hacer insostenible el costo para el adversario. No porque no pudiera hacerlo de otro modo, sino porque consideró que era la estrategia óptima contra una superioridad convencional aplastante.

Esta elección tiene una consecuencia económica devastadora para quien lo combate. Un dron Shahed cuesta veinte mil dólares. Un interceptor THAAD cuesta 12,7 millones. Irán lanzó en la primera semana de guerra quinientos misiles balísticos y casi dos mil drones. La matemática es implacable: la guerra pobre hace pagar un costo insostenible a la guerra rica: no en el campo de batalla, sino en las cadenas de suministro, en los presupuestos, en las reservas de interceptores que se agotan más rápido de lo que pueden producirse.

Pero la novedad más profunda no es militar: es estructural. Irán ha institucionalizado una contradicción que todos los movimientos de liberación han tenido que elegir: ser Estado o ser revolución. Argelia después de 1962 eligió ser estado y dejó de ser revolución. Cuba intentó ambas y fracasó. Irán no: ha construido deliberadamente una dualidad permanente. El ejército regular es el estado westfaliano. Los Pasdaran -los Guardianes de la Revolución- son la revolución permanente, con sus redes regionales, sus ramificaciones en Yemen, Irak, Líbano, todas unidas no por una ideología laica sino por una fe: el islam chií como identidad, memoria, trauma fundacional. No se elige ser chií como se elige ser comunista. Es familia, duelo, cuerpo. Karbala no es un evento histórico: es un paradigma cosmológico que se repite.

El resultado es un internacionalismo religioso que no es una alianza entre Estados, no es una Internacional leninista, sino una red transnacional unida por una gramática existencial común que no necesita un centro de mando explícito para coordinarse.

Y luego USA e Israel hicieron el regalo más grande: crearon el panteón. Soleimani, Nasrallah, Jameneí: cada eliminación selectiva que pensaban que resolvería un problema estratégico produjo un mártir que multiplica la cohesión de la red. En la teología chií, la muerte del líder justo a manos del opresor no es una derrota: es la confirmación de su justicia. Es la estructura narrativa de Karbala. Un general vivo puede equivocarse, puede decepcionar, puede envejecer. Un mártir es eterno y perfecto. Reescribieron, con sus misiles, el guion que la otra parte esperaba.

La República Islámica de Irán tiene como ideal la felicidad humana en toda la sociedad, y considera que el logro de la independencia, la libertad y el imperio de la justicia y la verdad es un derecho de todos los pueblos del mundo. En consecuencia, al tiempo que se abstiene escrupulosamente de toda forma de injerencia en los asuntos internos de otras naciones, apoya las luchas justas de los mustadhafoun (oprimidos) contra los mustakbirun (opresores/arrogantes) en cada rincón del mundo.

Constitución de la República Islámica de Irán, Capítulo 10, Artículo 154

Pero hay un último error, quizás el más grave. Israel golpeó los bancos de Hezbolá (el Instituto Al Qardh al-Hassan) y el banco iraní más grande (Bank Sepah). En el mundo chií jomeinista, el banco no es una institución financiera: es la infraestructura material de la teología. Es el mecanismo a través del cual se distribuye el zakat, se financian las obras de caridad, se mantiene el pacto con los mustadhafin, los más débiles, los oprimidos, los condenados de la tierra de Fanon. Jomeini construyó el consenso de la revolución sobre esta red capilar de solidaridad material. Golpearla no debilita la narrativa de la resistencia: la confirma. Demuestra, en la vida cotidiana de millones de pobres, quiénes son los enemigos de los débiles. Es la mejor propaganda posible, realizada por las propias bombas israelíes.

Resumiendo todo: se está combatiendo con la lógica de la guerra convencional -decapitar la estructura, cortar la financiación, destruir infraestructuras- una forma política que no es una estructura convencional. Es una red simbólica, social, militar y religiosa construida deliberadamente para ser indestructible precisamente a través de la destrucción. Cada bomba que cae fortalece la narrativa. Cada mártir consolida el panteón. Cada banco golpeado demuestra a los pobres de qué lado está el opresor.

Y si el Estado iraní fuera desmembrado o derrotado, los Pasdaran sin Estado -entrenados, armados, formados en una cultura del martirio que no depende de ninguna institución para sobrevivir- se distribuirían en una región que va desde el Líbano hasta Pakistán, desde Azerbaiyán hasta Bahréin, con ramificaciones en tres continentes. Ya no contenidos por ninguna estructura estatal, sin nada que perder, con mártires poderosísimos y una narrativa de resistencia más fuerte que antes. Un Estado iraní hostil es disuadible. Un enjambre de Pasdaran sin Estado no lo es.

Y mientras todo esto sucede, tres señales indican cuán profundamente esta guerra está escapando al control narrativo de quienes la desataron.

Turquía esperaba millones de refugiados iraníes huyendo de las bombas. Vio, en cambio, a miles de iraníes cruzando la frontera en dirección opuesta, para regresar a defender la patria. No necesariamente el régimen: Irán. La civilización persa de cuatro milenios que no se deja reducir a la ecuación “régimen igual a pueblo”. El nacionalismo herido produce lo que años de oposición política no logran construir.

Y luego está Gaza. Irán es atacado después de que el mundo presenciara durante meses el genocidio palestino transmitido en directo, documentado, negado por las cancillerías occidentales. Para los pobres de la tierra, para el Sur global, para cualquiera que se sienta del lado de los humillados, la secuencia es legible y brutal: quienes defendían a los palestinos son ahora bombardeados por los mismos que armaban a quienes los masacraban. Irán se ha convertido, en el imaginario global de los condenados, en algo que va mucho más allá de la política regional o la teología chií: es la promesa de que se puede resistir, es la venganza simbólica de quienes nunca tuvieron justicia. Esa solidaridad no tiene fronteras confesionales ni geográficas.

Finalmente, está China. Sus estrategas no están mirando la guerra: están realizando la evaluación más detallada posible de las capacidades reales usamericanas en condiciones de conflicto de alta intensidad. Cada interceptor THAAD disparado, cada Tomahawk lanzado, cada día de guerra es un dato sobre la resistencia logística e industrial del adversario que tendrán que enfrentar, un día, en el Pacífico. Ven cómo se agotan las reservas, cómo los tiempos de producción no siguen el ritmo del consumo, la cadena logística bajo presión. Están tomando notas. Y no necesitan luchar para ganar esta guerra: les basta con esperar a que USA se quede sin municiones.

Esta guerra no puede ganarse. Solo puede extenderse. Y el mundo lo sabe.

Je mehr sie ihn schlagen, desto stärker wird er: das Paradox des Iran, das der imperialen Dummheit entgeht

Tahar Lamri, 16.3.2026

Es gibt eine Kategorie, die in der Debatte über den laufenden Krieg gegen den Iran fehlt, und ihr Fehlen erklärt, warum diejenigen, die ihn führen, weiterhin alles falsch machen.

Der Iran ist keine Partisanenbewegung wie die algerische FLN, die eine Front ohne einigendes Dogma war - eine Koalition aus Nationalisten, Sozialisten, Kommunisten, Konservativen - zusammengehalten von einem einzigen Ziel: den Kolonisator zu vertreiben. Er ist nicht Nordvietnam, das ein Staat auf einem Teil des Territoriums mit einer exportierbaren Doktrin - dem Kommunismus - war, aber abhängig von Moskau und Peking und geografisch begrenzt. Hamas, Hisbollah, die Huthi sind Milizen, subnationale Einheiten, die Guerillataktiken anwenden, weil sie keine Alternative haben: Ihre Asymmetrie ist erzwungen, nicht gewählt.

Der Iran ist etwas anderes und historisch Neues: er stellt den ersten historischen Fall eines Staates dar, der strukturell die Doktrin des Partisanenkrieges als souveräne strategische Wahl annimmt und die Legitimität und Ressourcen eines Staates mit der operativen Logik einer Widerstandsbewegung verbindet. Er hat eine reguläre Armee, ballistische Raketen, eine Marine, anerkannte Institutionen, er ist in jeder Hinsicht ein westfälischer Staat. Und dennoch hat er bewusst die Doktrin des Partisanenkrieges als seine souveräne Strategie gewählt: Sättigung mit billigen Waffen, Zermürbung, bewusste Akzeptanz territorialer Verluste, um die Kosten für den Gegner unerträglich zu machen. Nicht, weil er es nicht anders tun könnte, sondern weil er dies als die optimale Strategie gegen eine überwältigende konventionelle Überlegenheit beurteilte.

Diese Wahl hat verheerende wirtschaftliche Folgen für den, der ihn bekämpft. Eine Shahed-Drohne kostet zwanzigtausend Dollar. Ein THAAD-Abfangjäger kostet 12,7 Millionen Dollar. Der Iran hat in der ersten Kriegswoche fünfhundert ballistische Raketen und fast zweitausend Drohnen abgefeuert. Die Mathematik ist gnadenlos: Der arme Krieg lässt den reichen Krieg einen unerträglichen Preis zahlen: nicht auf dem Schlachtfeld, sondern in den Lieferketten, in den Haushalten, in den Vorräten an Abfangraketen, die schneller erschöpft sind, als sie produziert werden können.

Aber die tiefgreifendste Neuerung ist nicht militärischer Natur: sie ist strukturell. Der Iran hat einen Widerspruch institutionalisiert, vor den alle Befreiungsbewegungen gestellt waren: Staat oder Revolution zu sein. Algerien entschied sich nach 1962 dafür, Staat zu sein, und hörte auf, Revolution zu sein. Kuba versuchte beides und scheiterte. Der Iran nicht: Er hat bewusst eine dauerhafte Dualität aufgebaut. Die reguläre Armee ist der westfälische Staat. Die Pasdaran - die Revolutionsgarden - sind die permanente Revolution mit ihren regionalen Netzwerken, ihren Verzweigungen im Jemen, Irak, Libanon, alle verbunden nicht durch eine säkulare Ideologie, sondern durch einen Glauben: den schiitischen Islam als Identität, Erinnerung, Gründungstrauma. Man entscheidet sich nicht dafür, Schiit zu sein, wie man sich dafür entscheidet, Kommunist zu sein. Es ist Familie, Trauer, Körper. Kerbela ist kein historisches Ereignis: Es ist ein kosmologisches Paradigma, das sich wiederholt.

Das Ergebnis ist ein religiöser Internationalismus, der kein Bündnis zwischen Staaten ist, keine leninistische Internationale, sondern ein transnationales Netzwerk, das durch eine gemeinsame existenzielle Grammatik zusammengehalten wird und keines expliziten Befehlszentrums zur Koordination bedarf.

Und dann machten die USA und Israel das größte Geschenk: Sie schufen das Pantheon. Soleimani, Nasrallah, Khamenei: Jede gezielte Tötung, von der sie dachten, sie löse ein strategisches Problem, brachte einen Märtyrer hervor, der den Zusammenhalt des Netzwerks vervielfacht. In der schiitischen Theologie ist der Tod des gerechten Führers durch die Hand des Unterdrückers keine Niederlage: Es ist die Bestätigung seiner Gerechtigkeit. Es ist die Erzählstruktur von Kerbela. Ein lebender General kann Fehler machen, kann enttäuschen, kann altern. Ein Märtyrer ist ewig und perfekt. Mit ihren Raketen haben sie das Drehbuch umgeschrieben, auf das die andere Seite wartete.

Die Islamische Republik Iran hat das Glück der Menschen in der gesamten menschlichen Gesellschaft zum Ideal erklärt und betrachtet die Verwirklichung von Unabhängigkeit, Freiheit sowie einer Herrschaft der Gerechtigkeit und Wahrheit als Recht aller Menschen auf der Welt. Dementsprechend enthält sie sich strikt jeder Einmischung in die inneren Angelegenheiten anderer Nationen, unterstützt jedoch die gerechten Kämpfe der Mustadhafoun (Unterdrückten) gegen die Mustakbirun (Unterdrücker/Arroganten) in jedem Winkel der Erde.

Verfassung der Islamischen Republik Iran, Kapitel 10, Artikel 154

Aber es gibt einen letzten Fehler, vielleicht den schwerwiegendsten. Israel hat die Banken der Hisbollah (das Al-Qardh-al-Hassan-Institut) und die größte iranische Bank (Bank Sepah) angegriffen. In der chomeinistischen schiitischen Welt ist die Bank kein Finanzinstitut: Sie ist die materielle Infrastruktur der Theologie. Sie ist der Mechanismus, über den die Zakat verteilt, wohltätige Werke finanziert, der Pakt mit den Mustazaafin aufrechterhalten wird - den Schwächsten, den Unterdrückten, den Verdammten dieser Erde im Sinne Fanons. Chomeini baute den Konsens der Revolution auf diesem kapillaren Netzwerk materieller Solidarität auf. Sie anzugreifen schwächt nicht das Narrativ des Widerstands: Es bestätigt es. Es zeigt im täglichen Leben von Millionen armer Menschen, wer die Feinde der Schwachen sind. Es ist die beste Propaganda, die es gibt, durchgeführt von israelischen Bomben selbst.

Alles zusammengenommen: Man bekämpft mit der Logik des konventionellen Krieges - die Struktur köpfen, die Finanzierung kappen, Infrastruktur zerstören - eine politische Form, die keine konventionelle Struktur ist. Es ist ein symbolisches, soziales, militärisches und religiöses Netzwerk, das bewusst so konstruiert wurde, dass es gerade durch Zerstörung unzerstörbar ist. Jede Bombe, die fällt, stärkt das Narrativ. Jeder Märtyrer festigt das Pantheon. Jede getroffene Bank zeigt den Armen, auf welcher Seite der Unterdrücker steht.

Und wenn der iranische Staat zerschlagen oder besiegt würde, würden sich die Pasdaran ohne Staat - ausgebildet, bewaffnet, geschult in einer Kultur des Märtyrertums, die zum Überleben keiner Institution bedarf - in einer Region ausbreiten, die vom Libanon bis nach Pakistan, von Aserbaidschan bis Bahrain reicht, mit Verzweigungen auf drei Kontinenten. Nicht länger von irgendeiner staatlichen Struktur eingedämmt, mit nichts zu verlieren, mit mächtigen Märtyrern und einem stärkeren Narrativ des Widerstands als zuvor. Ein feindlicher iranischer Staat ist abschreckbar. Ein Schwarm staatenloser Pasdaran ist es nicht.

Und während all dies geschieht, zeigen drei Signale, wie sehr dieser Krieg der narrativen Kontrolle derer entgleitet, die ihn entfesselt haben.

Die Türkei erwartete Millionen iranischer Flüchtlinge, die vor den Bomben fliehen. Stattdessen sah sie Tausende Iraner, die die Grenze in die entgegengesetzte Richtung überquerten, um zurückzukehren und die Heimat zu verteidigen. Nicht unbedingt das Regime: den Iran. Die viertausend Jahre alte persische Zivilisation, die sich nicht auf die Gleichung "Regime gleich Volk" reduzieren lässt. Verletzter Nationalismus bringt hervor, was Jahre politischer Opposition nicht aufbauen können.

Und dann ist da Gaza. Der Iran wird angegriffen, nachdem die Welt monatelang live übertragenen, dokumentierten, von westlichen Kanzleien geleugneten Völkermord an den Palästinensern miterlebt hat. Für die Armen der Erde, für den globalen Süden, für jeden, der sich auf der Seite der Erniedrigten fühlt, ist die Abfolge lesbar und brutal: Diejenigen, die die Palästinenser verteidigten, werden nun von denselben bombardiert, die jene bewaffneten, die sie massakrierten. Der Iran ist in der globalen Vorstellung der Verdammten zu etwas geworden, das weit über regionale Politik oder schiitische Theologie hinausgeht: Er ist das Versprechen, dass man widerstehen kann, er ist die symbolische Rache derer, die niemals Gerechtigkeit erfuhren. Diese Solidarität kennt keine konfessionellen oder geografischen Grenzen.

Schließlich ist da China. Seine Strategen beobachten nicht den Krieg: Sie führen die detailliertestmögliche Bewertung der tatsächlichen amerikanischen Fähigkeiten unter Bedingungen eines hochintensiven Konflikts durch. Jeder abgefeuerte THAAD-Abfangjäger, jeder gestartete Tomahawk, jeder Kriegstag ist ein Datum über die logistische und industrielle Belastbarkeit des Gegners, dem sie eines Tages im Pazifik gegenüberstehen werden. Sie sehen, wie die Vorräte schwinden, die Produktionszeiten mit dem Verbrauch nicht Schritt halten, die Lieferkette unter Druck gerät. Sie machen sich Notizen. Und sie müssen nicht kämpfen, um diesen Krieg zu gewinnen: Sie müssen nur warten, bis Amerika die Munition ausgeht.

Dieser Krieg kann nicht gewonnen werden. Er kann nur ausgeweitet werden. Und die Welt weiß das.

Plus ils le frappent, plus il devient fort : le paradoxe de l’Iran qui échappe à la stupidité impériale

Tahar Lamri, 16/3/2026

Il y a une catégorie qui manque dans le débat sur la guerre en cours contre l’Iran, et son absence explique pourquoi ceux qui la mènent continuent de tout rater.

L’Iran n’est pas un mouvement partisan comme le FLN algérien, qui était un front sans dogme unificateur - coalition de nationalistes, socialistes, communistes, conservateurs - maintenu par un seul objectif : chasser le colonisateur. Ce n’est pas le Nord-Vietnam, qui était un État sur une partie du territoire avec une doctrine exportable - le communisme - mais dépendant de Moscou et Pékin et géographiquement limité. Le Hamas, le Hezbollah, les Houthis sont des milices, des entités infranationales qui utilisent des tactiques de guérilla parce qu’elles n’ont pas d’alternative : leur asymétrie est contrainte, non choisie.

L’Iran est quelque chose de différent et d’historiquement nouveau : il représente le premier cas historique d’un État qui adopte structurellement la doctrine de la guerre partisane comme choix stratégique souverain, combinant la légitimité et les ressources d’un État avec la logique opérationnelle du mouvement de résistance. Il a une armée régulière, des missiles balistiques, une marine, des institutions reconnues, c’est un État westphalien à tous égards. Et pourtant, il a délibérément choisi la doctrine de la guerre partisane comme stratégie souveraine : saturation avec des armes économiques, attrition, acceptation consciente des pertes territoriales pour rendre le coût insoutenable pour l’adversaire. Non pas parce qu’il ne pouvait pas faire autrement, mais parce qu’il a jugé que c’était la stratégie optimale contre une supériorité conventionnelle écrasante.

Ce choix a une conséquence économique dévastatrice pour ceux qui le combattent. Un drone Shahed coûte vingt mille dollars. Un intercepteur THAAD coûte 12,7 millions de dollars. L’Iran a lancé dans la première semaine de guerre cinq cents missiles balistiques et près de deux mille drones. Les mathématiques sont impitoyables : la guerre pauvre fait payer un coût insoutenable à la guerre riche : non pas sur le champ de bataille, mais dans les chaînes d’approvisionnement, dans les budgets, dans les stocks d’intercepteurs qui s’épuisent plus vite qu’ils ne peuvent être produits.

Mais la nouveauté la plus profonde n’est pas militaire : elle est structurelle. L’Iran a institutionnalisé une contradiction que tous les mouvements de libération ont dû choisir : être État ou être révolution. L’Algérie après 1962 a choisi d’être État et a cessé d’être révolution. Cuba a tenté les deux et a échoué. L’Iran non : il a délibérément construit une dualité permanente. L’armée régulière, c’est l’État westphalien. Les Pasdaran - les Gardiens de la Révolution - sont la révolution permanente, avec leurs réseaux régionaux, leurs ramifications au Yémen, en Irak, au Liban, toutes unies non par une idéologie laïque mais par une foi : l’islam chiite comme identité, mémoire, traumatisme fondateur. On ne choisit pas d’être chiite comme on choisit d’être communiste. C’est la famille, le deuil, le corps. Kerbala n’est pas un événement historique : c’est un paradigme cosmologique qui se répète.

Le résultat est un internationalisme religieux qui n’est pas une alliance entre États, pas une Internationale léniniste, mais un réseau transnational maintenu par une grammaire existentielle commune qui n’a pas besoin d’un centre de commandement explicite pour se coordonner.

Et puis les USA et Israël lui ont fait le plus grand cadeau : ils ont créé le panthéon. Soleimani, Nasrallah, Khamenei : chaque élimination ciblée qu’ils croyaient résoudre un problème stratégique a produit un martyr qui multiplie la cohésion du réseau. Dans la théologie chiite, la mort du leader juste par la main de l’oppresseur n’est pas une défaite : c’est la confirmation de sa justice. C’est la structure narrative de Kerbala. Un général vivant peut se tromper, peut décevoir, peut vieillir. Un martyr est éternel et parfait. Ils ont réécrit, avec leurs missiles, le scénario que l’autre camp attendait.

La République islamique d’Iran a pour idéal le bonheur de l’humanité dans l’ensemble de la société humaine, et considère que l’accès à l’indépendance, à la liberté et à un régime fondé sur la justice et la vérité est un droit pour tous les peuples du monde. En conséquence, tout en s’abstenant scrupuleusement de toute forme d’ingérence dans les affaires intérieures des autres nations, elle soutient les luttes justes des mustadhafoun (opprimés) contre les mustakbirun (oppresseurs/arrogants) aux quatre coins du globe.

Constitution de la République islamique d’Iran, chapitre 10, article 154

Mais il y a une dernière erreur, peut-être la plus grave. Israël a frappé les banques du Hezbollah (l’institut Al Qardh al-Hassan) et la plus grande banque iranienne (Bank Sepah). Dans le monde chiite khomeiniste, la banque n’est pas un institut financier : c’est l’infrastructure matérielle de la théologie. C’est le mécanisme par lequel on distribue la zakat, on finance les œuvres caritatives, on maintient le pacte avec les moustadhafin, les plus faibles, les oppressés, les déshérités, les damnés de la terre de Fanon. Khomeini a construit le consensus de la révolution sur ce réseau capillaire de solidarité matérielle. La frapper n’affaiblit pas le récit de la résistance : elle le confirme. Elle démontre, dans la vie quotidienne de millions de pauvres, qui sont les ennemis des faibles. C’est la meilleure propagande possible, réalisée par les bombes israéliennes elles-mêmes.

En rassemblant tout cela : on combat avec la logique de la guerre conventionnelle - décapiter la structure, couper les financements, détruire les infrastructures - une forme politique qui n’est pas une structure conventionnelle. C’est un réseau symbolique, social, militaire et religieux délibérément construit pour être indestructible précisément à travers la destruction. Chaque bombe qui tombe renforce le récit. Chaque martyr consolide le panthéon. Chaque banque frappée montre aux pauvres de quel côté se trouve l’oppresseur.

Et si l’État iranien devait être démembré ou vaincu, les Pasdaran sans État - entraînés, armés, formés dans une culture du martyre qui ne dépend d’aucune institution pour survivre - se répartiraient dans une région qui va du Liban au Pakistan, de l’Azerbaïdjan au Bahreïn, avec des ramifications sur trois continents. N’étant plus contenus par aucune structure étatique, sans rien à perdre, avec des martyrs très puissants et un récit de résistance plus fort qu’avant. Un État iranien hostile peut être dissuadé. Un essaim de Pasdaran sans État ne le peut pas.

Et pendant que tout cela se produit, trois signaux disent à quel point cette guerre échappe profondément au contrôle narratif de ceux qui l’ont déclenchée.

La Turquie s’attendait à des millions de réfugiés iraniens fuyant les bombes. Elle a plutôt vu des milliers d’Iraniens traverser la frontière dans la direction opposée, pour rentrer défendre la patrie. Pas nécessairement le régime : l’Iran. La civilisation perse de quatre millénaires qui ne se laisse pas réduire à l’équation « régime égal peuple ». Le nationalisme blessé produit ce que des années d’opposition politique n’arrivent pas à construire.

Et puis il y a Gaza. L’Iran est attaqué après que le monde a assisté pendant des mois au génocide palestinien diffusé en direct, documenté, nié par les chancelleries occidentales. Pour les pauvres de la terre, pour le Sud global, pour quiconque se sent du côté des humiliés, la séquence est lisible et brutale : ceux qui défendaient les Palestiniens sont maintenant bombardés par les mêmes qui armaient ceux qui les massacraient. L’Iran est devenu, dans l’imaginaire global des damnés, quelque chose qui va bien au-delà de la politique régionale ou de la théologie chiite : c’est la promesse qu’on peut résister, c’est la vengeance symbolique de ceux qui n’ont jamais eu justice. Cette solidarité n’a pas de frontières confessionnelles ni géographiques.

Enfin, il y a la Chine. Ses stratèges ne regardent pas la guerre : ils mènent l’évaluation la plus détaillée possible des capacités réelles usaméricaines dans des conditions de conflit à haute intensité. Chaque intercepteur THAAD tiré, chaque Tomahawk lancé, chaque jour de guerre est une donnée sur la tenue logistique et industrielle de l’adversaire qu’ils devront affronter, un jour, dans le Pacifique. Ils voient les stocks s’épuiser, les délais de production qui ne suivent pas la consommation, la chaîne logistique sous pression. Ils prennent des notes. Et ils n’ont pas besoin de se battre pour gagner cette guerre : il leur suffit d’attendre que l’Amérique finisse ses munitions.

Cette guerre ne peut pas être gagnée. Elle ne peut qu’être élargie. Et le monde le sait.

The more they hit it, the stronger it gets: the Iranian paradox that escapes imperial stupidity

Tahar Lamri, 16/3/2026

There is a category missing from the debate on the ongoing war against Iran, and its absence explains why those waging it continue to get everything wrong.

Iran is not a partisan movement like the Algerian FLN, which was a front without a unifying dogma - a coalition of nationalists, socialists, communists, conservatives - held together by a single goal: to drive out the colonizer. It is not North Vietnam, which was a State on part of the territory with an exportable doctrine - communism - but dependent on Moscow and Beijing and geographically limited. Hamas, Hezbollah, the Houthis are militias, subnational entities that use guerrilla tactics because they have no alternative: their asymmetry is forced, not chosen.

Iran is something different and historically new: it represents the first historical case of a State structurally adopting the doctrine of partisan warfare as a sovereign strategic choice, combining the legitimacy and resources of a State with the operational logic of a resistance movement. It has a regular army, ballistic missiles, a navy, recognized institutions; it is a Westphalian state in every respect. And yet it has deliberately chosen the doctrine of partisan warfare as its sovereign strategy: saturation with cheap weapons, attrition, conscious acceptance of territorial losses to make the cost unbearable for the adversary. Not because it couldn’t do otherwise, but because it judged this to be the optimal strategy against overwhelming conventional superiority.

This choice has a devastating economic consequence for those who fight it. A Shahed drone costs twenty thousand dollars. A THAAD interceptor costs $12.7 million. In the first week of the war, Iran launched five hundred ballistic missiles and nearly two thousand drones. The math is merciless: poor warfare makes rich warfare pay an unbearable cost: not on the battlefield, but in supply chains, in budgets, in stocks of interceptors that are depleted faster than they can be produced.

But the deepest novelty is not military: it is structural. Iran has institutionalized a contradiction that all liberation movements have had to choose: being a State or being a revolution. Algeria after 1962 chose to be a State and ceased to be a revolution. Cuba tried both and failed. Iran did not: it deliberately built a permanent duality. The regular army is the Westphalian State. The Pasdaran - the Revolutionary Guards - are the permanent revolution, with their regional networks, their ramifications in Yemen, Iraq, Lebanon, all united not by a secular ideology but by a faith: Shia Islam as identity, memory, foundational trauma. One does not choose to be Shia as one chooses to be communist. It is family, mourning, body. Karbala is not a historical event: it is a cosmological paradigm that repeats itself.

The result is a religious internationalism that is not an alliance between States, not a Leninist International, but a transnational network held together by a common existential grammar that needs no explicit command center to coordinate.

And then the United States and Israel made the greatest gift: they created the pantheon. Soleimani, Nasrallah, Khamenei: every targeted killing they thought would solve a strategic problem produced a martyr who multiplies the network’s cohesion. In Shia theology, the death of the righteous leader at the hands of the oppressor is not a defeat: it is the confirmation of his righteousness. It is the narrative structure of Karbala. A living general can make mistakes, can disappoint, can grow old. A martyr is eternal and perfect. With their missiles, they rewrote the script the other side was waiting for.

The Islamic Republic of Iran has human felicity as its ideal throughout human society, and considers the attainment of independence, freedom, and rule of justice and truth to be the right of all people of the world. Accordingly, while scrupulously refraining from all forms of interference in the internal affairs of other nations, it supports the just struggles of the mustadhafoun (oppressed) against the mustakbirun (oppressors/arrogant ones) in every corner of the globe.

Constitution of the Islamic Republic of Iran, Chapter 10, Article 154

But there is one last mistake, perhaps the most serious. Israel struck Hezbollah’s banks (the Al Qardh al-Hassan Institute) and the largest Iranian bank (Bank Sepah). In the Khomeinist Shia world, the bank is not a financial institution: it is the material infrastructure of theology. It is the mechanism through which zakat is distributed, charitable works are financed, the pact with the mustadhafin is maintained—the weakest, the oppressed, Fanon’s wretched of the earth. Khomeini built the revolution’s consensus on this capillary network of material solidarity. Striking it does not weaken the narrative of resistance: it confirms it. It demonstrates, in the daily life of millions of poor people, who the enemies of the weak are. It is the best possible propaganda, carried out by Israeli bombs themselves.

Putting it all together: they are fighting with the logic of conventional warfare - decapitate the structure, cut off funding, destroy infrastructure - a political form that is not a conventional structure. It is a symbolic, social, military, and religious network deliberately built to be indestructible precisely through destruction. Every bomb that falls strengthens the narrative. Every martyr consolidates the pantheon. Every bank struck shows the poor which side the oppressor is on.

And if the Iranian state were to be dismembered or defeated, the Pasdaran without a State - trained, armed, schooled in a culture of martyrdom that depends on no institution to survive - would spread across a region stretching from Lebanon to Pakistan, from Azerbaijan to Bahrain, with ramifications on three continents. No longer contained by any State structure, with nothing to lose, with powerful martyrs and a narrative of resistance stronger than before. A hostile Iranian State can be deterred. A swarm of stateless Pasdaran cannot.

And while all this happens, three signals show how profoundly this war is escaping the narrative control of those who unleashed it.

Turkey expected millions of Iranian refugees fleeing the bombs. Instead, it saw thousands of Iranians crossing the border in the opposite direction, to return and defend the homeland. Not necessarily the regime: Iran. The four-thousand-year-old Persian civilization that cannot be reduced to the equation “regime equals people.” Wounded nationalism produces what years of political opposition cannot build.

And then there is Gaza. Iran is attacked after the world watched for months the Palestinian genocide broadcast live, documented, denied by Western chanceries. For the poor of the earth, for the global South, for anyone who feels on the side of the humiliated, the sequence is readable and brutal: those who defended the Palestinians are now bombed by the same ones who armed those who massacred them. In the global imagination of the damned, Iran has become something that goes far beyond regional politics or Shia theology: it is the promise that one can resist, it is the symbolic revenge of those who never had justice. That solidarity has no confessional or geographical borders.

Finally, there is China. Its strategists are not watching the war: they are conducting the most detailed possible assessment of actual USAmerican capabilities in high-intensity conflict conditions. Every THAAD interceptor fired, every Tomahawk launched, every day of war is data on the logistical and industrial endurance of the adversary they will have to face, one day, in the Pacific. They see stocks running out, production times failing to keep up with consumption, the supply chain under pressure. They are taking notes. And they don’t need to fight to win this war: they just need to wait for USAmerica to run out of ammunition.

This war cannot be won. It can only be widened. And the world knows it.

كلما ضربوه أكثر، كلما أصبح أقوى: المفارقة الإيرانية التي تخفى على الغباء الإمبراطوري

الطاهر العمري، 16 مارس 2026

هناك فئة مفقودة في النقاش الدائر حول الحرب المستمرة ضد إيران، وغيابها يفسر لماذا يواصل الذين يخوضونها ارتكاب الأخطاء في كل شيء.

إيران ليست حركة حزبية مثل جبهة التحرير الوطني الجزائرية، التي كانت جبهة بدون عقيدة موحدة - ائتلاف من القوميين والاشتراكيين والشيوعيين والمحافظين - تجمعها هدف واحد: طرد المستعمر. وهي ليست فيتنام الشمالية، التي كانت دولة على جزء من الأرض بعقيدة قابلة للتصدير - الشيوعية - ولكنها كانت تابعة لموسكو وبكين ومحدودة جغرافياً. حماس وحزب الله والحوثيون هم ميليشيات، كيانات دون وطنية تستخدم تكتيكات حرب العصابات لأنه ليس لديها بديل: عدم التماثل لديها هو إكراه وليس خياراً.

إيران شيء مختلف وجديد تاريخياً: إنها تمثل أول حالة تاريخية لدولة تتبنى هيكلياً عقيدة حرب العصابات كخيار استراتيجي سيادي، ممزوجة بين شرعية وموارد الدولة والمنطق العملي لحركة المقاومة. لديها جيش نظامي، وصواريخ باليستية، وبحرية، ومؤسسات معترف بها، وهي دولة سيادية بكل المقاييس. ومع ذلك، فقد اختارت عمداً عقيدة حرب العصابات كاستراتيجيتها السيادية: الإشباع بأسلحة رخيصة، والإستنزاف، والقبول الواعي بالخسائر الإقليمية لجعل التكلفة غير محتملة للخصم. ليس لأنه لم يكن بإمكانها فعل خلاف ذلك، ولكن لأنها قدرت أن هذه هي الاستراتيجية المثلى ضد تفوق تقليدي ساحق.

لهذا الاختيار نتيجة اقتصادية مدمرة لمن يحاربها. طائرة شاهد“ المسيرة تكلف عشرين ألف دولار. صاروخ اعتراضي من نوع ثاد“(THAAD)  يكلف 12.7 مليون دولار. أطلقت إيران في الأسبوع الأول من الحرب خمسمائة صاروخ باليستي وما يقرب من ألفي طائرة مسيرة. الحسابات قاسية: الحرب الفقيرة تجعل الحرب الغنية تدفع ثمناً لا يُطاق: ليس في ساحة المعركة، ولكن في سلاسل التوريد، وفي الميزانيات، وفي مخزون الصواريخ الاعتراضية التي تستنزف أسرع من إمكانية إنتاجها.

لكن التجديد الأكثر عمقاً في هذه الحرب  ليس عسكريا: بل تجديد هيكلي. لقد أسست إيران تناقضاً واجهته جميع حركات التحرير: إما أن تكون دولة أو أن تكون ثورة. الجزائر بعد 1962 اختارت أن تكون دولة وتوقفت عن كونها ثورة. كوبا حاولت كليهما وفشلت. أما إيران فلا: لقد بنت عمداً ازدواجية دائمة. الجيش النظامي هو الدولة السيادية. الباسداران - الحرس الثوري - هم الثورة الدائمة، بشبكاتهم الإقليمية، وتشعباتهم في اليمن والعراق ولبنان، توحدهم ليس أيديولوجية علمانية بل عقيدة: الإسلام الشيعي كهوية وذاكرة وجرح تأسيسي. لا يختار المرء أن يكون شيعياً كما يختار أن يكون شيوعياً. إنه العائلة، الحداد، الجسد. كربلاء ليست حدثاً تاريخياً: إنها نموذج كوني يتكرر.

النتيجة هي أممية دينية ليست تحالفاً بين دول، وليست أممية لينينية، بل شبكة عابرة للحدود الوطنية تجمعها قواعد وجودية مشتركة لا تحتاج إلى مركز قيادة صريح للتنسيق.

ثم قدمت الولايات المتحدة وإسرائيل الهدية الأكبر: لقد صنعا البانثيون“ (معبد الآلهة). سليماني، نصرالله، خامنئي: كل اغتيال مستهدف ظنوا أنه سيحل مشكلة استراتيجية أنتج شهيداً يضاعف تماسك الشبكة. في اللاهوت الشيعي، موت القائد العادل على يد الظالم ليس هزيمة: إنه تأكيد على عدالته. إنه البنية السردية لكربلاء. جنرال حي يمكن أن يخطئ، يمكن أن يخيب، يمكن أن يشيخ. الشهيد أبدي وكامل. لقد أعادوا، بصواريخهم، كتابة السيناريو الذي كان الجانب الآخر ينتظره.

لكن هناك خطأ أخير، ربما هو الأكثر خطورة. ضربت إسرائيل بنوك حزب الله (مؤسسة القرض الحسن) وأكبر بنك إيراني (بنك سبه). في العالم الشيعي الخميني، البنك ليس مؤسسة مالية: إنه البنية التحتية المادية للاهوت. إنه الآلية التي يتم من خلالها توزيع الزكاة، وتمويل الأعمال الخيرية، والحفاظ على العهد مع المستضعفين، أضعف الناس، المظلومين، بؤساء الأرض عند فانون. بنى الخميني توافق الثورة على هذه الشبكة الشعرية من التضامن المادي. ضربها لا يضعف سردية المقاومة: بل يؤكدها. إنه يظهر، في الحياة اليومية لملايين الفقراء، من هم أعداء الضعفاء. إنها أفضل دعاية ممكنة، تنفذها القنابل الإسرائيلية نفسها.

تتخذ جمهورية إيران الإسلامية من سعادة الإنسان هدفاً لها في جميع أنحاء المجتمع البشري، وتعتبر أن تحقيق الاستقلال والحرية وسيادة العدل والحق حق لجميع شعوب العالم. وبناءً على ذلك، فإنها تمتنع تمامًا عن أي شكل من أشكال التدخل في الشؤون الداخلية للدول الأخرى، وتدعم النضالات العادلة للمستضعفين ضد المتكبرين في كل ركن من أركان المعمورة.

دستور جمهورية إيران الإسلامية، الفصل 10، المادة 154

بجمع كل هذا: إنهم يحاربون بمنطق الحرب التقليدية - قطع رأس الهيكل، قطع التمويل، تدمير البنى التحتية - شكلاً سياسياً ليس هيكلاً تقليدياً. إنها شبكة رمزية واجتماعية وعسكرية ودينية بنيت عمداً لتكون غير قابلة للتدمير تحديداً من خلال التدمير. كل قنبلة تسقط تعزز السردية. كل شهيد يعزز البانثيون. كل بنك يُضرب يظهر للفقراء في أي صف يقف الظالم.

وإذا تم تفكيك الدولة الإيرانية أو هزيمتها، فإن الباسداران بلا دولة - المدربين والمسلحين والمتشكلين في ثقافة استشهادية لا تعتمد على أية مؤسسة للبقاء - سينتشرون في منطقة تمتد من لبنان إلى باكستان، ومن أذربيجان إلى البحرين، مع تشعبات في ثلاث قارات. لم يعودوا محتجزين بأي هيكل دولتي، مع لا شيء يخسرونه، مع شهداء أقوياء للغاية وسردية مقاومة أقوى من ذي قبل. دولة إيرانية معادية يمكن ردعها. سرب من الباسداران بلا دولة لا يمكن ردعه.

وبينما يحدث كل هذا، هناك ثلاث إشارات تقول كم هذه الحرب هاربة بعمق من السيطرة السردية لمن أشعلها.

تركيا توقعت ملايين اللاجئين الإيرانيين الفارين من القنابل. لكنها رأت بدلاً من ذلك آلاف الإيرانيين يعبرون الحدود في الاتجاه المعاكس، للعودة للدفاع عن الوطن. ليس بالضرورة النظام: إيران. الحضارة الفارسية ذات الأربعة آلاف عام والتي لا تقبل الاختزال في معادلة "النظام يساوي الشعب". القومية الجريحة تنتج ما لا تستطيع سنوات من المعارضة السياسية بناءه.

ثم هناك غزة. يتم مهاجمة إيران بعد أن شاهد العالم لأشهر الإبادة الجماعية الفلسطينية منقولة مباشرة، موثقة، منكرة من قبل الدوائر الدبلوماسية الغربية. بالنسبة لفقراء الأرض، للجنوب العالمي، لأي شخص يشعر أنه على صف المهانين، فإن التسلسل واضح ووحشي: الذين كانوا يدافعون عن الفلسطينيين يُقصفون الآن من قبل نفس الذين كانوا يسّلحون من يذبحونهم. لقد أصبحت إيران، في المخيال العالمي للمعذبين في الأرض، شيئاً يتجاوز بكثير السياسة الإقليمية أو اللاهوت الشيعي: إنها الوعد بأنه يمكن المقاومة، إنها الثأر الرمزي لمن لم ينصفهم أحد أبداً. هذا التضامن ليس له حدود طائفية ولا جغرافية.

أخيراً، هناك الصين. استراتيجيوها لا يشاهدون الحرب: إنهم يجرون التقييم الأكثر تفصيلاً الممكن للقدرات الأمريكية الحقيقية في ظروف صراع عالي الكثافة. كل صاروخ اعتراضي ثاد يُطلق، كل توماهوك“ ينطلق، كل يوم حرب هو معلومة عن الصمود اللوجستي والصناعي للخصم الذي سيواجهونه، يوماً ما، في المحيط الهادئ. يرون المخزونات تستنزف، وأوقات الإنتاج لا تواكب الاستهلاك، وسلسلة التوريد تحت الضغط. إنهم يدونون الملاحظات. وهم لا يحتاجون للقتال لربح هذه الحرب: يكفيهم أن ينتظروا حتى تنفد ذخيرة أمريكا.

هذه الحرب لا يمكن ربحها. يمكن فقط توسيعها. والعالم يعلم ذلك.

Più lo colpiscono, più diventa forte: il paradosso dell’Iran che sfugge alla stupidità imperiale


Tahar Lamri, 16/3/2026

C’è una categoria che manca nel dibattito sulla guerra in corso contro l’Iran, e la sua assenza spiega perché chi la combatte continua a sbagliare tutto.

L’Iran non è un movimento partigiano come l’FLN algerino, che era un fronte senza dogma unificante - coalizione di nazionalisti, socialisti, comunisti, conservatori - tenuto insieme da un unico obiettivo: cacciare il colonizzatore. Non è il Vietnam del Nord, che era uno stato su una parte del territorio con una dottrina esportabile - il comunismo - ma dipendente da Mosca e Pechino e limitato geograficamente. Hamas, Hezbollah, gli Houthi sono milizie, entità subnazionali che usano tattiche di guerriglia perché non hanno alternativa: la loro asimmetria è coatta, non scelta.

L’Iran è qualcosa di diverso e di storicamente nuovo: rappresenta il primo caso storico di stato che adotta strutturalmente la dottrina della guerra partigiana come scelta strategica sovrana, combinando la legittimità e le risorse di uno stato con la logica operativa del movimento di resistenza. Ha un esercito regolare, missili balistici, una marina, istituzioni riconosciute, è uno stato westfaliano a tutti gli effetti. E tuttavia ha scelto deliberatamente la dottrina della guerra partigiana come strategia sovrana: saturazione con armi economiche, logoramento, accettazione consapevole delle perdite territoriali pur di rendere insostenibile il costo per l’avversario. Non perché non potesse fare altrimenti, ma perché ha valutato che fosse la strategia ottimale contro una superiorità convenzionale schiacciante.

Questa scelta ha una conseguenza economica devastante per chi lo combatte. Un drone Shahed costa ventimila dollari. Un intercettore THAAD costa 12,7 milioni. L’Iran ha lanciato nella prima settimana di guerra cinquecento missili balistici e quasi duemila droni. La matematica è impietosa: la guerra povera fa pagare un costo insostenibile alla guerra ricca: non sul campo di battaglia, ma nelle catene di fornitura, nei bilanci, nelle scorte di intercettori che si esauriscono più velocemente di quanto possano essere prodotti.

Ma la novità più profonda non è militare: è strutturale. L’Iran ha istituzionalizzato una contraddizione che tutti i movimenti di liberazione hanno dovuto scegliere essere stato o essere rivoluzione. L’Algeria dopo il 1962 scelse di essere stato e smise di essere rivoluzione. Cuba tentò entrambe e fallì. L’Iran no: ha costruito deliberatamente una dualità permanente. L’esercito regolare è lo stato westfaliano. I Pasdaran - le Guardie della Rivoluzione - sono la rivoluzione permanente, con le loro reti regionali, le loro ramificazioni in Yemen, Iraq, Libano, tutte accomunate non da un’ideologia laica ma da una fede: l’Islam sciita come identità, memoria, trauma fondativo. Non si sceglie di essere sciiti come si sceglie di essere comunisti. È famiglia, lutto, corpo. Karbala non è un evento storico: è un paradigma cosmologico che si ripete.

Il risultato è un internazionalismo religioso che non è un’alleanza tra stati, non è un’Internazionale leninista, ma una rete transnazionale tenuta insieme da una grammatica esistenziale comune che non ha bisogno di un centro di comando esplicito per coordinarsi.

E poi Stati Uniti e Israele hanno fatto il regalo più grande: hanno creato il pantheon. Soleimani, Nasrallah, Khamenei: ogni eliminazione mirata che pensavano risolvesse un problema strategico ha prodotto un martire che moltiplica la coesione della rete. Nella teologia sciita la morte del leader giusto per mano dell’oppressore non è una sconfitta: è la conferma della sua giustizia. È la struttura narrativa di Karbala. Un generale vivo può sbagliare, può deludere, può invecchiare. Un martire è eterno e perfetto. Hanno riscritto, con i loro missili, il copione che l’altra parte aspettava.

La Repubblica Islamica dell’Iran ha come ideale la felicità umana in tutta la società e ritiene che il raggiungimento dell’indipendenza, della libertà e del regno della giustizia e della verità sia un diritto di tutti i popoli del mondo. Di conseguenza, pur astenendosi scrupolosamente da ogni forma di interferenza negli affari interni delle altre nazioni, sostiene le giuste lotte dei mustadhafoun (oppressi) contro i mustakbirun (oppressori/arroganti) in ogni angolo del globo.

Costituzione della Repubblica Islamica dell’Iran, Capitolo 10, Articolo 154

Ma c’è un ultimo errore, forse il più grave. Israele ha colpito le banche di Hezbollah (L’istituto Al Qardh al-Hassan) e la più grande banca iraniana (Bank Sepah). Nel mondo sciita khomeinista la banca non è un istituto finanziario: è l’infrastruttura materiale della teologia. È il meccanismo attraverso cui si distribuisce la zakat, si finanziano le opere caritative, si mantiene il patto con i mustazaafin, i più deboli, gli oppressi, i dannati della terra di Fanon. Khomeini costruì il consenso della rivoluzione su questa rete capillare di solidarietà materiale. Colpirla non indebolisce la narrativa della resistenza: la conferma. Dimostra, nella vita quotidiana di milioni di poveri, chi sono i nemici dei deboli. È la migliore propaganda possibile, realizzata dalle bombe israeliane stesse.

Mettendo tutto insieme: si sta combattendo con la logica della guerra convenzionale - decapita la struttura, taglia i finanziamenti, distruggi le infrastrutture - una forma politica che non è una struttura convenzionale. È una rete simbolica, sociale, militare e religiosa volutamente costruita per essere indistruttibile proprio attraverso la distruzione. Ogni bomba che cade rafforza la narrativa. Ogni martire consolida il pantheon. Ogni banca colpita dimostra ai poveri da che parte sta l’oppressore.

E se lo stato iraniano dovesse essere smembrato o sconfitto, i Pasdaran senza stato - addestrati, armati, formati in una cultura del martirio che non dipende da nessuna istituzione per sopravvivere - si distribuirebbero in una regione che va dal Libano al Pakistan, dall’Azerbaijan al Bahrain, con ramificazioni in tre continenti. Non più contenuti da nessuna struttura statale, senza niente da perdere, con martiri potentissimi e una narrativa di resistenza più forte di prima. Uno stato iraniano ostile è deterribile. Uno sciame di Pasdaran senza stato non lo è.

E mentre tutto questo accade, tre segnali dicono quanto profondamente questa guerra stia sfuggendo al controllo narrativo di chi l’ha scatenata.

La Turchia si aspettava milioni di rifugiati iraniani in fuga dalle bombe. Ha visto invece migliaia di iraniani che attraversano il confine in direzione opposta, per rientrare a difendere la patria. Non necessariamente il regime: l’Iran. La civiltà persiana di quattro millenni che non si lascia ridurre all’equazione "regime uguale popolo". Il nazionalismo ferito produce ciò che anni di opposizione politica non riescono a costruire.

E poi c’è Gaza. L’Iran viene attaccato dopo che il mondo ha assistito per mesi al genocidio palestinese trasmesso in diretta, documentato, negato dalle cancellerie occidentali. Per i poveri della terra, per il Sud globale, per chiunque si senta dalla parte degli umiliati, la sequenza è leggibile e brutale: chi difendeva i palestinesi viene ora bombardato dagli stessi che armavano chi li massacrava. L’Iran è diventato, nell’immaginario globale dei dannati, qualcosa che va ben oltre la politica regionale o la teologia sciita: è la promessa che si può resistere, è la vendetta simbolica di chi non ha mai avuto giustizia. Quella solidarietà non ha confini confessionali né geografici.

Infine, c’è la Cina. I suoi strateghi non stanno guardando la guerra: stanno conducendo la più dettagliata valutazione possibile delle capacità reali americane in condizioni di conflitto ad alta intensità. Ogni intercettore THAAD sparato, ogni Tomahawk lanciato, ogni giorno di guerra è un dato sulla tenuta logistica e industriale dell’avversario che dovranno affrontare, un giorno, nel Pacifico. Vedono le scorte esaurirsi, i tempi di produzione che non reggono il consumo, la catena logistica sotto pressione. Stanno prendendo appunti. E non hanno bisogno di combattere per vincere questa guerra: gli basta aspettare che l’America finisca le munizioni.

Questa guerra non può essere vinta. Può solo essere allargata. E il mondo lo sa.